O caso panamenho

A América Latina sofre com intensidades variadas do binômio violência e pobreza, dilapidando a frágil estabilidade social. Vários países buscam formas de combate específicas ao problema; trataremos aqui do caso panamenho ou o modelo que este país procura exercitar.
O chamado modelo panamenho de segurança cidadã com apoio da UE e Banco Mundial, está baseado em quatro pilares: definição de estratégia de prevenção a longo prazo, promoção da criação de instituições visando implementar a prevenção incluindo o Ministério da Segurança e Gabinete de Prevenção, fortalecer a compilação de dados, sistematização, análises estatísticas de violências e delitos, e por fim, ação decidida na prevenção integral incluindo aí o elemento penitenciário.
No caso panamenho, o quarto elemento é o que vem adquirindo maior visibilidade, com o programa de tempo livre atingindo 60 mil jovens em todo o país. Trata-se de um programa dirigido a jovens visando a socialização positiva juvenil. Outro programa chamado Juntos pela Comunidade Sem Violência, tem como alvo a violência a nível escolar envolvendo toda a comunidade educativa. Intervém sobre jovens em conflito com a lei penal, no caso panamenho, desenvolveu a mais completa infraestrutura da América Central. Vale ainda citar o programa de Ação Social Integral em Curundú, apostando na intervenção pacífica em território ameaçado por disputas de organizações criminosas. Paralelo a isto, o setor privado interviu recuperando mais de mil unidades habitacionais, espaços públicos, e consolidando um esquema interinstitucional de trabalho visando uma ação social integral.
Outro fato que chama a atenção em Curundú é que a força policial foi transformada em ator ativo de transformação social ao lado de lideres comunitários buscando soluções aos vários problemas da comunidade. Inclui ações sobre o consumo de alcool e drogas, desemprego juvenil, violência contra a mulher e de gênero.
A UE avaliou que este programa tem potencial em converter-se na ação mais exitosa de prevenção situacional em espaços degradados comparando ao caso de Medellin. Isto é só uma experiência de ação contra a pobreza e violência, nada demais.

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