Aclarando interesses

Países como Austrália, Nova Zelândia, França, EEUU e UE pressionaram russos e chineses, e sem resultados, amargaram pela terceira vez seus bloqueios visando a criação de dois santuários marinhos na Antártica. Seria o maior do mundo com extensão semelhante a Índia para a proteção de ecossistemas ameaçados compostos por cetáceos, mamíferos, e pinguins, totalizando 16 000 espécies ameaçadas pela pesca e navegação. A proposta foi encaminhada por EEUU e Nova Zelândia membros da Convenção sobre a Conservação da Fauna e Flora Marinha da Antártica (CCAMLR), convenção esta que o Brasil faz parte. A CCAMLR foi criada em 1982 para cuidar dos recursos marinhos do continente austral, e convenhamos, seus maiores representantes são emergentes.
Foram apresentadas duas propostas para criação de zonas de proteção em um fórum na Alemanha, bloqueadas inicialmente por russos e ucranianos cuja alegação foi prejuízo à atividade pesqueira. Se aprovadas, resultaria na criação de uma área duas vezes maior que as protegidas atualmente livre de atividades humanas em geral. Sobre tais projetos, a CCAMLR disse: “A criação destas áreas protegidas representa o prolongamento da visão exprimida por todas as nações, durante o Fórum Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo, em 2002 e a Conferência do Rio de Janeiro em 2012.”
O resultado que bloqueia tal iniciativa foi lamentado por Joshua Reichert do Pew Charitable Trusts desta forma: “A comunidade internacional se reuniu em Hobart para proteger zonas essenciais do oceano Antártico, um dos últimos ecossistemas não violados do planeta, mas a Rússia decidiu ser obstáculo” e concluído por Andrea Kavanagh também desta organização: “um dia negro para a Antártica e para os oceanos do mundo inteiro. Os fundamentos científicos justificando a criação dessas reservas são incontestáveis. O egoísmo teimoso de alguns não deveria substituir a vontade da maioria dos países.”
A lição que fica até aqui é que emergentes com alta população tendem a ser mais agressivos em relação ao meio ambiente e dispostos a menores sacrifícios em prol do futuro da terra; com a ressalva de que os ricos e com baixa população não são anjos.

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