Longe do conforto

Segundo o Forum Econômico Mundial por conta do informe de competitividade Global 2013, a América Latina no quesito competitividade parece paralizada. Os melhores colocados são Chile (34º), Panamá (40º), Costa Rica (54º) México (53º) Colômbia (60º) África do Sul (52º) e Portugal (51º). Nós brasileiros, perdemos oito posições passando ao 56º lugar, cujos resultados decepcionaram em 11 dos 12 quesitos avaliados. No ítem “Eficiência do Mercado de Bens” recuamos 19 posições (123º), e nas questões regulatórias, onde se avalia impacto alfandegário na exportação e nas tarifas do comércio internacional ficamos em 139/148 países, já nas tarifas internacionais, ficamos em 126º; por tal, podemos concluir que há um longo caminho a se percorrer. Nem tudo são tristezas, pois no quesito “Tamanho do Mercado” não perdemos posições e ficamos em 9º. Se olhar pra baixo consola, a Espanha ficou em 115º como uma das piores da Europa, mesmo após realização de reformas trabalhistas solicitadas.
Três quesitos são mais importantes para se entender a competitividade: mercado de trabalho, inovação e consistentes entornos institucionais. Nestes critérios em primeiro está a Suíça com economia baseada em mão de obra altamente qualificada, executando tarefas especializadas em setores como microtecnologia, alta tecnologia, biotecnologia e indústria farmacêutica. Em segundo aparece Singapura com economia baseada no comércio, construção naval, produtos eletrônicos, bancos e finanças. Segue Finlândia com economia de livre mercado. A Alemanha subiu duas posições com o mercado mais importante da Europa e os EEUU ficaram em quinto baseados em comércio e serviços com inquietudes sobre a estabilidade macroeconômica.
Como podemos notar os parâmetros de colocação no quesito competitividade são variados, que na verdade, acabam por diferenciar países dando tendências e credibilidade no que mais se busca em economias modernas, isto é, retorno nos investimentos. Talvez aí o maior questionamento de todos, com suas respectivas capacidades em resolverem suas crises, estabilidade e atração de investimentos visando maior retorno possível; parece que nos falta muito mais a ser feito.

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