Transição energética

A transição buscando excelência à energias renováveis, como tudo, parece acontecer mas não sem antes existirem problemas. O grupo francês EDF instala um parque solar de 115 megawatts no coração da Lorena, de olho nos lucros, já que a empresa em que o estado francês detém 85% consegue gordos subsídios para seu impulso inicial no setor. Segundo o chefe do projeto, Marc Chiron, “Aqui temos borboletas, abelhas e morcegos, e as zonas úmidas são protegidas; no inverno e no outono, os regatos atravessam esta zona.” As energias, hidráulica, solar e eólica, juntas, somam 13% e, segundo Stefan Aykut , “A volatilidade das tarifas de compra, a lentidão dos processos de licenciamento e a inconsistência do apoio político, anularam até agora, a vantagem que a França poderia tirar da sua situação geográfica”.
Por outro lado, por iniciativa alemã, ministros europeus do meio ambiente adiaram a votação de regras mais restritas à emissão de C02 até 2020 com alvo nas grandes carrocerias de automóveis. Consequente ao forte lobby da indústria automobilistica sobre o governo Merckel, conseguiram assim, dar fôlego aos construtores de automóveis. Neste vai e vem foi confirmada a proibição da exploração do gás de xisto na França, e o Parlamento Europeu, exigiu que se realizem estudos de impacto ambiental antes de qualquer perfuração. O caso francês é interessante pois têm reservas da ordem de 3,87 bilhões de metros cúbicos de gás e 4,7 bilhões de barris de petróleo oriundos do xisto ou 80 anos de gás e 60 de petróleo. Deve-se considerar que os ingleses estão de olho neste tipo de combustível por conta da queda do volume de óleo no mar do norte. A Polônia quer o gás para se livrar dos russos sem falar dos americanos; vemos que são reações mistas, resultando no fim das contas no agravamento do aquecimento global.
Como podemos notar, a transição energética em curso parece atrelada a questões econômicas e políticas por conta do lobby que defende interesses corporativos atrelados ao lucro, num processo lento mas transitório ao futuro energético. O resultado da equação constituída por transição energética, futuro, e ambiente, ditará a relação que se avizinha entre vida animal e natureza.

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