Alba

Fazem três anos que a Costa Rica denunciou a Nicarágua por abrir um canal através da costa-riquense ilha Portillos e dois canais para conectarem o rio San Juan ao mar do Caribe. Segundo o chanceler Castilho da Costa Rica, “pareceria óbvio que uma das razões é buscar uma saída direta ao mar, em vista que, por descuido dos nicaraguenses o rio San Juan sedimentou-se, e é inavegável, que optam pelo mais fácil fazendo uma atalho passando por cima de nós”; essa querela está na Corte Internacional de Justiça (CIJ), até agora, com resoluções não cumpridas. A mandatária costa-riquenha disse na ONU: “Costa Rica é um país desarmado, sem exército, e creio o que a Nicarágua faz é se aproveitar dessa circunstância para nos agredir”. Há que se convir tratar-se da Costa Rica, talvez o mais democrático dentre todos nós, não só pela desmilitarização, mas por sua história recente inclusive como mentora do tratado de limitação de armas convencionais.
Aos fatos: A Nicarágua tem querelas fronteiriças com colombianos e panamenhos, por sinal, podemos observá-las entre Venezuela e Colombia e Venezuela e Guiana. Tal exemplo é seguido por bolivianos em relação aos chilenos, inclusive sugerindo fazer o mesmo que nicaraguenses, isto é, usar a água como instrumento de pressão. Há que se convir que a Alba tem no uso da violência política e militar, de influência cubana, modus operandi em relação aos vizinhos. Convenhamos que a América Latina possui democracias à esquerda, democracias à direita e democracias militarizadas, que desaguam no atraso ou impossibilidade de qualquer projeto visando uma verdadeira integração. A questão fundamental, ensinado pelos que tocam este tipo de projeto, é a Democracia plena (no verdadeiro sentido da palavra), fora isto, difícil integrar-se.
Será impensável um bloco de nações (no verdadeiro sentido da palavra) baseado neste tipo de disputa ideológica, rasgando acordos, dando voltas atrás, perdendo espaço diante o primeiro mundo. O resultado prático é a permissão ao avanço chinês (mais do mesmo) que utlizando-se das fendas abertas por desavenças históricas, cada vez mais, assenta seus interesses no fraco e desunido continente latino americano. Como sonhar se o caminho é de pedra; haveria espaço à duvida de que os problemas superados pela Europa são infinitamente maiores que os nossos da América Latina?

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