O que ninguém mais se lembra

Em maio passado o governo venezuelano importou 50 milhões de rolos de papel higiênico visando suprir sua escassez. Como a coisa piorou, o governo ocupou a fábrica do precioso colocando-a sob custódia governamental, promovendo auditoria como solução ao que chamou desabastecimento decorrente especulação empresarial por manobras visando desestabilização da economia (explicação bem à cubana). Bom lembrar que a oposição venezuelana diz que o imbróglio decorre a falta de dólares para financiar importação de matéria prima. Seria bom recordar que Cuba também passou por saia justa com papel higiênico, coisa que não serviu de aprendizado aos venezuelanos. Aqui em Cabrália, todos se lembram da mágica escassez com Sarney (Sir Ney para os ingleses), quer dizer, suspeita-se que ainda não esquecemos(?).
Tudo isto escrito para lembrar que o futuro chegou e o confronto entre capital, via atividade privada, e trabalho, via estado, deveria ser incluído na modernidade, parecendo urgente um passo à frente neste campo. Os desatentos talvez não saibam ou não se lembram mais que, ao estudarmos história, veremos que Castro assumindo o governo da ilha (todos se lembram), herdou um sistema de saúde privado, estatal (da mesma qualidade do nosso sus) e um sistema chamado misto, que representaria os planos de saúde atuais à base de cooperativas etc. Todos devem saber que seguindo o lema “Ame ou deixe-o” o governo cubano não conviveu com ninguém, ficou sozinho com tudo à seu modo. Implantou o sistema de saúde socialista que todos conheciam antes da crise que enfrentam, sem oposição ou qualquer tipo de ingerência extra governo.
O Brasil seguiu trilha oposta, viveu um período fechado à direita com ideias capitalistas, criando um sistema universal aos pobres mas permitindo atividade médica privada, e posteriormente, a medicina privada de grupo (planos de saúde). Todos devem saber que apesar do SUS entre nós ter sido criado foi a medicina privada de grupo que mais se desenvolveu, ficando o sistema estatal, por conta da corrupção, descaso e transformado no que temos hoje.
Sem muitas delongas, a lição que tiramos no caso da saúde, deveria ser a clarificação dos campos e atividades, escolhas e convivência decente entre setores estatal e privado, deixando no passado, a palavra destruir o capitalismo ou o socialismo, caso contrário, será mais do mesmo.

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