O novo exílio

Fruto da modernidade, as ilhas de Man, Jersey e Guernesey acolhem os novos refugiados, milionários fugindo ao fisco. Isto, deve-se à campanhas européias contra evasão fiscal que minaram seus rendimentos, obrigando-os a praticarem cortes no orçamento, em suma, menos caviar. A explicação aos novos refugiados é simples, pois ao desembacarem nestes paraísos são acolhidos por motoristas particulares em Porsches e Ferraris, fugindo de, por exemplo, um imposto de 50% sobre rendimentos no Reino Unido e a curiosidade estatal em saber a origem desta grana; novos ricos é o que mais têm. No caso da ilha de Mann, o setor financeiro representa um quarto da economia sendo o imposto sobre empresas muito vantajoso e sobre rendimentos de 20% com teto de 125 mil euros sem cotas sucessórias ou mais valias. Mann está a 25 anos em crescimento consistente, e ano passado, cresceu 2,5% o mesmo ocorrendo com Jersey e Guernsey ( anglo-normandas), também obrigadas a cortarem privilégios e praticarem transparência.
A pergunta que não cala é: qual o por que desta situação? A resposta é simples: Mann Jersey e Guernsey têm o mesmo estatuto, isto é, não fazem parte do Reino Unido e UE, não são colônias nem territórios ultramaricanos, dependendo dos britânicos na defesa e diplomacia (paga por sinal), jurando lealdade à rainha com hino e bandeira próprias. Possuem leis independentes principalmente em matéria de impostos; aí a vaca tosse. Há quem diga que Jersey tenha 600 milhões de euros em fuga de impostos, amoitados em contas e fundos de bancos internacionais, já que metade da população está envolvida nesta conta via prestação de serviços.
Para concluir, transcrevemos as palavras de um gestor de fundos em Royal Square: “Há muito blá-blá-blá por causa da crise, mas os paraísos existem porque assim o desejam as classes dirigentes e governos. É tudo fita. Só Jersey fornece 200 milhões de euros em liquidez ao sistema bancário britânico, uma válvula de segurança que caiu como luva na crise financeira. Se os Estados precisam de dinheiro, vão buscá-lo nas pensões e salários, não em grandes fortunas.” Um segredo que todos sabem e praticam, desde Osama Bin Laden a Assad.

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