Tudo a ver

A “Fenomenologia do Espírito” de Hegel, escrito em 1807, acaba de ser traduzido ao holandês, cujos críticos afirmam que por meio dela poderiam tentar entender a crise do euro. Em seu escrito, Hegel defende que a prosperidade não é resposta à tudo, e que os cidadãos necessitam encontrar reconhecimento na democracia. Além disso, os leva a pensar (eles, os críticos), que os políticos nunca terão sucesso enquanto pensarem nas crises, no caso o euro, como um problema meramente econômico. Dizem que ao ler Hegel, fica claro que a ênfase da crise européia no euro, resulta um equívoco de avaliação levando a todos à cilada de que quanto maior a riqueza, maior o apoio, no caso aqui União Européia, dizendo que não funciona desta forma simplista conforme o filósofo alemão.
Segundo eles, os críticos da obra, a necessidade de ser visto e ouvido é quase tão importante, ou mais, para os humanos, que respirar. Nela, a dialética do senhor-escravo de Hegel, clareia que o mesmo nunca poderá dar ao mestre o reconhecimento que deseja, pois tal não pode ser imposto. Segundo Hegel, o senhor e o escravo abriram caminho à uma sociedade em que todos devem ter os mesmos direitos: chamada Democracia.
Teorizando sobre este tema, outro filósofo, segundo críticos da obra de Hegel, Francis Fukuyama, americano, ao proclamar o fim da história, aponta a democracia como forma de governo que melhor preenche a necessidade do reconhecimento. Para ele, eleições não são apenas forma de regular transferência de poder, mas, cidadãos poderem dar uma palavra, é muito importante. Grande equívoco ler Hegel com olhos de Marx, onde problemas iniciam por questões econômicas e têm forte ressonância política. Por conta de Marx, as queixas do eleitorado se resumem à questões de prosperidade, e dentro dessa premissa, no caso euro, as insatisfações se solucionam com subsídios e incentivos financeiros, e o voto, é regido pelo volume da carteira. Talvez as reflexões acima, tenham espaço em nosso mundo latino americano.

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