Os mercados

Mercados, como tudo, por conta de estrutura se iniciam pequenos e se desenvolvem. Com o tempo se aperfeiçoa, via capitalismo, aumentando sua relação com o estado, e assim, não poderia deixar de ser. Mercados são os agentes econômicos de várias entidades apresentando formas peculiares, via corporações ou administrações públicas, que emprestam dinheiro na compra de dívida ou partes de empresas. Para bem funcionar tal engrenagem, os estados devem ter suas contas em dia ou administráveis, pois daí virá a estabilidade ou instabilidade consequente a relação entre atores que lá se desenvolvem.
O problema é que ninguém joga para perder, e sempre há grau de risco visando obterem mais lucros, visto por ambas as partes. Do lado governamental, para se manter no poder ou mesmo ser bem aceito pelas respectivas populações, também atuam de forma temerária sobre certos parâmetros, que no fim da linha, desorganizarão o sistema num médio prazo. Para o bom funcionamento da engrenagem, os estados deveriam sempre ter seus gastos em dia, isto é, dentro de critérios ditos adequados a seu resgate, ao que chamamos de contas públicas saneadas. A balança de pagamentos deveria estar sempre equilibrada, e quando o descontrole ocorre, responder com imediata tomada de posição visando equacionar o problema. Outro fato inconveniente envolvendo a relação mercados e estado, decorre da ideia que mercados vivem o princípio da livre concorrência, ou oferta e procura, associado ao risco, mas erros que levam à perdas foram por diversas razões sanadas pelo estado, ficando o capital privado envolto no manto da mão única do lucro.
Até aqui nenhuma novidade, mas aceitemos que as crises econômicas, ontem e hoje, no Brasil e no mundo, foi pelo adiamento de soluções que se fizeram urgentes, retardadas por questões eleitoreiras. Tal fato decorre por medo da impopularidade que provoca, daí medidas serem tomadas quando no limite; isto é, a quebra. Este adiamento tem nomes como, irresponsabilidade, imobilismo, fuga à realidade ou clientelismo governamental. Nenhuma crise pega ninguém desprevinido, pois todos sabem que, hora ou outra, certas situações não suportam e arrebentam. Tal qual nosso corpo que fala e nos dá sinais que algo vai mal, também na vida cotidiana o mesmo ocorre; eternamente adiamos até conhecermos o abismo.

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