Vida e morte

A organização holandesa de médicos (KNMG) discute com a ministra da saúde deste país Edith Schippers, a possível restrição de direitos à eutanásia cuja lei está em vigor desde 2002. Tal discussão decorre ao fato que parte dos médicos holandeses pensam que a eutanásia não deve ser aplicada a doentes que sofrem de demência grave e não conseguem se comunicar mas que assinaram previamente autorização de eutanásia. Na opinião dos médicos, a eutanásia só deve ser aplicada caso os pacientes possam confirmar, verbalmente ou não, sua vontade de por fim a vida.
Tal discussão é polêmica por lá, pois os discordantes da atual colocação afirmam tal qual fez um clínico geral dizendo ao Volkskrant: “Ao respeitarmos a sua vontade, prestamos homenagem à ideia que o paciente tem sobre a vida, e não ao ser humano que já nem sabe que existe”.
Não pretendo entrar na discussão do direito a vida e suas consequências, mas lembramos que a ideia de eutanásia está fortemente ligada a de eugenia, fascismo e nazismo, ou seleção dos declarados melhores e mais aptos. A Holanda como todos sabemos, sob a capa de liberalidade e respeito as ideias, recentemente foi acusada de, em fazendo parte da OTAN e com obrigação de proteger populações indefesas na Bósnia, permitiu a entrada de soldados sérvios no genocídio de Srebrenica, uma mancha na moderna Europa. Tudo a ver sim.

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