O bolo cresce

Relembrando um pouco a história recente, em 1993, a Eritréia localizada no chifre da África, conseguiu independência da Etiópia após 30 anos de luta. Como se segue a todas as mudanças de ordem política, o país entrou num clima de euforia, cuja capital Asmara, empobrecida mas rejuvenescida para uma nova vida livre e democrática; esperavam.
Em 1998 uma nova querela com os etíopes por fronteira que se resolveu em 2000, e pra variar, com uma boa leva de vítimas e refugiados levando a ruptura de relações com os antigos colonizadores. Aí tudo enrolou, pois consequente a este episódio, os políticos passaram a criticar o governo, que em setembro de 2001, levou em cana boa parte deles, alguns incomunicáveis. Como uma coisa puxa outra, começaram a prender jornalistas, fechar jornais, e o governo passou a sentar o pau em todo mundo.
Hoje, o nome Eritréía, está associado a prisões arbitrárias, regime de incomunicabilidade, tortura, trabalho forçado, restrição da liberdade de expressão com famílias sem notícias dos seus. Agora em janeiro de 2013 houve nova querela militar sob o argumento de acabar com esta situação. Aguardemos os fatos enquanto a fome, a seca e a pobreza se agravam. Outro dia, o presidente italiano pediu a seus confrades políticos para darem um segurada no linguajar, sob o risco de a coisa piorar e terminar em terrorismo aquilo que se iniciou com um destempero verbal; dito por um homem de 87 anos. Uma coisa puxa a outra e o bolo cresce.

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