Previsões e expectativas

O economista Nouriel Roubini da Universidade de Nova York, o que acertou o crash de 2008 retirando da cartola sua bola de cristal, retorna com uns chutes sobre provável repetição do crash da bolsa. Em palestra em Las Vegas, prognosticou uma nova onda de baixa nos mercados de renda variável, consequente ao atual rally dos últimos anos pelos ativos de risco. Como todos sabemos o Dow está nos 15 000 pontos e o S&P nos 1.600, e com isto, nos avisa dos riscos de baixa. A idéia básica é que há um hiato entre a economia virtual e a economia real, com sentimentos não correspondentes à realidade. Em outras palavras, o que se vê nos mercados com ações em alta, não corresponde a economia real, isto é, devagar quase parando. Se haverá ou não novo crash teremos que pagar para ver, pois todos sabem que o atual momento é diferente do que predominava em 2008. Naquela época, os Players tinham um sentimento de crescimento com compras indiscriminadas, gerando a diferença entre o mercado e a realidade econômica; o crash surpreendeu os principais atores mesmo após seguidos alertas.
Como bem sabemos, o mercado de capitais funciona dentro de um sistema caótico regido por leis que não compreendemos bem, cuja desregulamentação o deixou funcionando livremente, aguardando a mão invisível de Grispan corrigi-lo. Por fim surpreendeu a maioria dos aplicadores, gerando o baque que estamos ainda colhendo resultados. Tal qual o clima e outros sistemas baseados na teoria do Caos, como o trânsito, por exemplo, é difícil fazerem previsões definitivas ou contundentes como a de Roubini, principalmente pelo desconhecimento de forma definitiva como as leis atuam nos sistemas caóticos.
Decerto, há uma discrepância entre o mercado bulsátil e a economia real, o que segundo analistas, poderia provocar um reordenamento, mas daí uma onda de vendas seria talvez temerário. O grande problema está justamente na tentativa em se fazerem previsões definitivas, pois geram espectativas que nem sempre acontecem, e que poderiam precipitar eventos desagradáveis consequentes a leis que atuariam no sistema naquele determinado momento. De fato vivemos um tempo real complicado no mundo, pois a base da solução imaginada pelos governos é o crescimento econômico para responder ansiedades do eleitorado, e que parecem andar em marcha lenta. Enquanto isso esperemos o esgotamento do atual modelo e enfrentemos a realidade.

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