Democracia contínua

Consequente a grave crise política que assola os italianos, acontece por lá uma discussão ao que parece inevitável no momento atual. Começam a defender o que chamam política de participação direta, possível pela democratização da internet. De um lado estão os partidos convencionais que detem o monopólio da vida pública, e do outro, os defensores da transformação da internet em uma grande assembléia, com limites é claro, que daria aos partidos convencionais a função de meros executores do que chamam de ciberdemocracia direta.
O problema é que o eleitorado high teck reclama, e consequente a internet, dizem necessitar de um sistema político mais transparente pois só são chamados a serem ouvidos nas eleições, portanto, pela instrumentalização tecnológica, reinvidicam mais.
Na verdade o eleitorado via net evoluiu, se informou, adquiriu um novo patamar, enquanto os políticos continuaram enclausurados nas casas legislativas, não acompanhando a mudança ocorrida de intensa forma nos últimos anos. Começam a perder força que certamente impactará na vida pública nos próximos anos. Óbviamente, deixaram de seguir os conceitos de política que diz se tratar de uma arte baseada na virtude, prudência, conciliação, compromisso e capacidade de adaptação, como bem nos diz Bernard Crick.

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