A lista

A ONG britânica “Tax Justice Network” publicou uma lista de paraísos fiscais por tamanho e discrição, sendo que os suíços ocupam o posto número um seguidos das ilhas Caiman e Luxemburgo. Os alemães, segundo esta ONG, são o número nove guardando segredos financeiros de russos e árabes.
Várias coisas ainda incertas ou não resolvidas e que deverão levar alguns anos para serem solucionadas, e somente após encaminhadas, é que verdadeiramente darão limites a atual crise financeira. A questão não é somente a guerra fiscal entre os países, muito conhecida entre nós brasileiros, mas a tênue linha que delimita o legal do ilegal. Convenhamos que a origem do dinheiro sujo e lavado seja outra questão delicada, os limites entre estado e atividade privada, e o risco de que as perdas privadas têm a certeza do porto seguro estatal, e este, certo de que repassará o prejuízo ao povo, são questões indefinidas. Convenhamos que esta facilidade de transferência é consequente ao avanço tecnológico, mas os limites entre os tipos de capitais e as regras que regem tais empresas necessitam serem aceitas por todos. Na verdade estamos diante um dilema que já tivemos no passado com os franceses ao separarem religião de estado, coisa que atualmente não mais se discute. Talvez um novo laicismo, agora financeiro, em que dinheiro de estado e privado sejam bem delimitados, com separação entre risco privado e estatal e responsabilidades àqueles que perdem, deveriam ser foco Por aí vai.

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