As minas de Gorleben

Talvez o país mais providente no segmento meio ambiente seja a Alemanha. Porém, em se tratando de meio ambiente, há uma ideia muito forte em relação ao que fazer com o lixo, visto aqui no sentido amplo, moderno, não o lixo caseiro do dia a dia. Deixando de lado o lixo eletrônico e penduricalhos, a maioria dos países nucleares estão com problemas com seu lixo atômico, principalmente depois do grave acidente nuclear no Japão, que por um erro de projeto, ocasionou todo um desastre ainda não mensurado totalmente.
Agora, chega a notícia que os alemães estão em fase de mudança de sua matriz energética, talvez o único país que se tem notícia que está trabalhando com força nesta direção; isto, graças em parte à ação dos verdes alemães, diga-se de passagem, muito diferente dos nossos daqui. Objetivamente, estão planejando o desligamento de todos reatores dentro de seu território até 2022, mas sem dizer, que pretendem importar energia digamos “não totalmente limpa” do exterior, vide por exemplo, Turquia.
O grande problema alemão atual, e discutido com eloquência neste pais é o destino do lixo nuclear; provisóriamente está depositado próximo aos reatores e em condições ditas precárias, nas cavernas das antigas minas de sal em Gorleben na Baixa Saxônia. O detalhe desta cidade alemã é que também recebeu o lixo nuclear da França, um acordo privado e não estatal. Fato é que no caso do lixo francês, o acordo expirou em 2011 com fortes protestos populares por sua suspensão.
Agora há neste país uma discussão visando dar um destino definitivo ao lixo atômico com um acordo inédito entre o governador da Baixa Saxônia e o ministro do meio ambiente, com o detalhe de que os critérios de escolha dos depósitos de lixo não sejam definidos de forma anônima e sim transparente. Isto tudo é na Alemanha, país rico com grande poder de mobilização de sua população, uma das mais bem articuladas do mundo e com grana para implementar qualquer decisão política. O problema são os não ricos que a duras penas se aventuram pelo meio nuclear, e que mal cuidam do lixo doméstico, e ainda engatinham no lixo eletrônico. Enquanto isso, o tempo passa!

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