Credibilidade e prestígio

Há no mundo científico e leigo, um glamour de que a ciência ao compor-se por técnicos altamente especializados de inteligência mais elaborada, estaria imune à grosseiras científicas, via laboratório ou acadêmica pura. O glamour científico é tal que assistimos na Europa a desmoralização de certos políticos ou pessoas bem posicionadas socialmente, pela acusação de copiarem teses. Nos chega uma questão econômica considerada como dogma e que deu base ao arrocho europeu, desmoralizada por um simples erro no manuseio do Excel. Os Professores de Harvard Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff estabeleceram o dogma de que a partir de um endividamento de 90% do PIB era impossível crecer; tal idéia foi questionada em cima da dificuldade de ambos no manuseio do Excel.
O estudante de doutorado em Massachusetts Thomas Herndon de 28 anos, detectou erro na fórmula excel utilizada visando justificar a austeridade a européia, dizendo “Eu quase não acreditei nos meus olhos quando vi aquele erro básico”, pois na prática, foi notado que havia crescimento de 2,4% no citado endividamento e não contração -0,1% como disse Harvard. A explicação para o erro foi dada por Thomas Herndon, Michael Ash y Robert Pollin da Universidade de Massachussets, dizendo que houve “uma codificação errônea da exclusão seletiva dos dados disponíveis” pois deram mais peso a países com níveis elevados de endividamento por fatores temporais do que aos que tinham níveis elevados de forma permanente. Destacamos que a conclusão final em ambos os casos, é que um país cresce mais rapidamente quanto menor sua dívida pública; de forma concreta, uma dívida de 30% do PIB cresce 4,2%, 3,1% entre 30% e 60% e 2,4% quando a dívida é de 90% e 120% do PIB e 1,6% quando de 120%.
Acordemos para que tal acontecimento desmistifica dogmas estabelecidos de forma teórica, em qualquer campo, portanto passíveis de discussão quanto sua aplicação prática, no caso, envolvendo nações e povos. Já houve um caso recente em que o ex presidente do FED americano, Dr Grispan, defendia com força que o mercado seria livre de regras, e que sua mão invisível, o corregiria; deu no que deu. Por fim, ficamos sem saber se o erro de Harvard foi encomenda para dar base a uma idéia criada nos gabinetes políticos, isto é, de interesse, ou sua descoberta por Massachussets tem a ver com alto endividamento americano. A experiência já está feita em cima dos mais fracos exorcisando os mais fortes, salvos pelo erro.

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