Sobre a liberdade

Houve um ex ministro brasileiro chamado Magri, que ao ser flagrado num telefonema combinando propina, foi defenestrado. Houve também um político brasileiro que sempre defendeu a liberdade, honestidade, etc e tal, ao ser flagrado emitindo notas frias e recebendo algum para pagar contas de seu amor noturno, foi defenestrado. Houve um funcionário público, que gravado recebendo propina, comprometeu um ex deputado, cujo resultado foi um dos maiores escândalos da república, também foi defenestrado. Os fatos acima, todos sabem terem sidos colhidos por alguém e as informações colocadas na grande imprensa, deixando seus interlocutores na mais perfeita das diarréias; isto é uma coisa.
Quando algum agente da mídia chega a alguém, promotor de algum evento ilegal, drogas, sonegação, etc e tal, e faz a pergunta se ele está envolvido em irregularidade (?); lógico, que a resposta é não. Aí, outro agente da mesma empresa, volta ao interlocutor acima com uma câmera escondida propondo uma ilegalidade e grava toda uma confissão da citada vítima; isto é outra coisa.
Sempre bom lembrar, que a queda do muro de Berlim não é um fim em si, mas precedeu todo um processo puxado pelo Ocidente, é verdade, culminando com um Nobel à Anistia Internacional que discutiu com força a liberdade. No contexto de liberdade, veio a imprensa, e o ganhador deste prêmio nobel, disse sobre a liberdade de expressão, que era preciso “o consenso, e que consenso, não é compromisso nem comprometimento”. Tal idéia é corroborada recentemente entre nós pelo ex ministro Ayres de Brito, que em uma discussão sobre liberdade de expressão disse que “informação é poder, e que poder, é dever”; belas palavras Sr ministro.
As palavras acima não buscam defender as possíveis vítimas dos fatos citados, nem promover o julgamento dos mesmos. O que se busca aqui é comentar a idéia de que ao se promoverem armações ou insídias visando uma confissão verdadeira, seu agente não está livre em caso de algum deslize, ser vítima de um processo semelhante.
Termino, não com as palavras de Mc Bride ganhador do Prêmio Nobel da Paz, chefe da Anistia e discípulo de Nixon, com seu desenvolvimento da discussão sobre imprensa livre e reponsabilidade, mas sim com a idéia de Cristo de que “Aquele que não tiver pecados, que atire a primeira pedra”.
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