O tratado

A Costa Rica é um país na América Central sem exército regular, cujo ex presidente Oscar Árias, recebeu o Prêmio Nobel da Paz e com o dinheiro criou a Fundação Árias para promoção da paz no mundo. Em 1997 o Sr Árias reuniu um grupo de Nobels visando votar na ONU um tratado regulamentando o comércio global de armas convencionais, um mercado de 60 bilhões de dólares anuais. Lembramos que ficaram fora do tratado, as armas nucleares cuja pŕoibição de ensaios data de 1996.
O Embaixador da Costa Rica disse “Após sete anos de árduos trabalhos que culminaram nas duas últimas semanas, temos diante nós um documento equilibrado e robusto”, cujo princípio consiste em avaliar antes de qualquer transação, se as armas vendidas podem ser utilizadas ludibriando um embargo internacional, se podem ser usadas em genocídio ou parar em mãos de terroristas; nestes casos, o exportador não poderia levar a cabo o negócio. Estão incluídas aí: pistolas, aviões, barcos de guerra, mísseis, os drones, blindados e etc.
Aos fatos: o resultado foi de 154 votos a favor treis contra e 23 abstenções (Rússia, China, Índia, e pasmem, membros do bloco da ALBA ou Alternativa Bolivariana para as Américas). O caso Americano é interessante, pois o Presidente Nobel da Paz e maior exportador, já tinha embarreirado a coisa em julho. Todo mundo sabe que 30% do mercado é americano, mas como o tratado tem que ser ratificado internamente por no mínimo 50 países, o caso americano é incerta a ratificação no Senado pelo conhecido lobby. Este tratado não resolve o problema, mas foi o início para uma questão que ninguém pode negar começa a ser construída, como estão sendo aos trancos e barrancos o clima; lembrar dos avanços no caso de não proliferação nuclear.
Outra questão é que ficaram claras algumas intenções ao mundo, como as da ALBA, Rússia, China e Índia, quer dizer BRICS e América Latina. Devemos reconhecer a Oscar Árias e seu grupo que iniciou a construção, vindo de um país desmilitarizado, lutando com perseverança, cobrando dos Nobels americano e União Européia, uma posição para dar início à luta que precisa ser vista num mundo cada vez mais amigo do ódio que da paz.

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