Aquecimento e economia

Convenhamos que o mundo parece tomar consciência do tamanho do problema que é o caso do aquecimento global, com suas consequências sobre a civilização na terra, e decerto, alterando o atual modo de vida dos povos.
Pela grandiosidade e complexidade do problema e o encaminhamento das soluções, o que se observa é que não há consenso em como encaminhar o problema, pois a principal conscientização é de que qualquer solução implicará em consequências econômicas com desemprego pela mudança de modelo e por aí vai.
Dentro desta premissa, nos chega uma proposta de pesquisadores visando atrasar o aquecimento global a curto prazo, como um paliativo visando eviterem mortes por este grave problema. A proposta em questão seria mudar o foco, atualmente no corte das emissões de CO2, para o controle da fuligem e das emissões de gás metano, e  segundo os mesmos cientistas, seria economicamente viável e daria lucro, pois o custo é menor que os ganhos.
Drew Shindell, oriundo da Nasa, estudando modelos matemáticos listou 14 medidas de controle da poluição, e neste caso, a temperatura global seria reduzida em 0,5ºC em 2050. O detalhe é que neste modelo haveria um aumento da produção agrícola mundial em até 135 milhões de toneladas por safra, contrapondo estudos que afirmam que em prevalecendo os dados atuais o aquecimento seria de 2ºC nos próximos 60 anos.
As medidas sugeridas por Dew são de cunho prático e extremamente viáveis, como captura de metano em aterros sanitários e minas de carvão, a mudança de algumas técnicas na agricultura associadas a limpeza de fogões e motores diesel. Com estas medidas, as duas causas mais importantes do aquecimento global, metano e fuligem, teriam suas emissões diminuídas. O metano é produzido nos aterros sanitários, pecuária e geração de energia, e a fuligem proveniente da queima do carvão, madeira e outros combustíveis, controlados, impactaria fortemente no avanço do aquecimento global.
Em suma, os modelos de computadores atuais analisaram cerca de 400 medidas diferentes de controle da poluição, e a conclusão que se chega, é que vale mais a pena a curto prazo, controlar o metano e a fuligem do que as emissões de CO2 oriundas da queima de combustíveis fósseis, tão faladas atualmente, conforme nos declara Drew: “Nós mostramos que ao implementar a redução de emissões específicas escolhidas para maximizar os benefícios climáticos também teríamos um importante resultado de ‘ganha-ganha’ para a saúde e para a agricultura”.
O  que importa é que as medidas são basicamente higienizadoras e de controle de qualidade, viáveis em todos os campos e países utilizadores do modelo atual de queima de combustíveis fósseis. Evidente que há necessidade de investimentos com fortes gastos com o lixo urbano e o controle das emissões de metano, por exemplo. O que está faltando na realidade é descubrir que se pode ficar rico implementando estas medidas, aí quem sabe, a coisa anda.

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