Olhar, pensar e entendimento

A geometria fractal é uma nova forma de geometria que lida com o infinitamente pequeno, cujas figuras mostram que cada pedaço é semelhante ao todo. Podemos ainda dizer que são objetos com auto-semelhança e complexidade infinitas, possuindo cópias aproximadas de si mesmo no seu interior.
A palavra fractal surgiu do latim fractus que significa irregular ou quebrado, podendo ser encontrado na natureza em estruturas vegetais ou animais ou mesmo produzidas artificialmente através de algorítimos matemáticos. São repetitivos, aparecendo sempre de forma diferente, e por serem divididos em partes, cada uma é semelhante ao objeto original dizendo-se auto similares independendo de escala; suas formas são igualmente complexas no detalhe e no global. Os fractais são uma evolução da geometria euclidiana e repesentam certos eventos do universo retratando formas e fenômenos da natureza conhecidos no início como “monstros” sem grande valor científico. Adquiriram status e dignidade matemática como disse seu criador Benoît Mandelbrot: “a geometria dos fractais não é apenas um capítulo da matemática, mas uma forma de ajudar os homens a verem o mesmo velho mundo de forma diferente” sendo considerada a geometria da Teoria do Caos.
Uma analogia interessante para a ideia de fractal consiste em tomarrmos uma célula da pele e ao examinarmos no microscópio veremos todas as suas características, e com mais cuidado, veremos a cor dos olhos, se o cabelo é louro ou preto, se enrolado ou estirado. Veremos as características de nosso avô que não se manifestaram em nós, e que manifestar-se-ão provavelmente em nosso neto; concluindo: uma célula tem nossa história, a história dos nossos ascendentes e descendentes, sendo características fractais extensão e permeabilidade infinita dos limites e autosimilaridade de formas e caracteres. Com a ideia fractal, as coisas deixam de ser vistas sob forma quantitativa adquirindo um olhar qualitativo.
Sem dúvida o pensamento evolui de forma mais rápida e eficiente no mundo atual do que no passado, não só consequente ao avanço tecnológico mas a abertura mental do ser pela maior liberdade e consciência. Certamente a base do pensamento principalmente ocidental se assenta no ponto de vista cartesiano do mundo, da sociedade e até mesmo dos sentimentos humanos, que podem ser aliviados, ou melhor compreeendidos quem sabe, pelo pensar através da compreensão do Caos de Lorentz, evoluindo e associando de uma visão euclideana para uma visão fractal das coisas, pessoas, sentimentos e do mundo em seu todo.
Parece que caminhamos no sentido de nos libertar de um entendimento mecânico newtoniano para um entendimento baseado na incerteza fisica quântica, e aí sim, nos sentirmos melhor e mais em linha com o mundo que se apresenta.

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