O assalto

Eram dois amigos cuja atividade principal constituia-se em praticar pequenos assaltos, sempre com bom entendimento entre ambos, nunca havendo discussão principalmente na hora de repartir o fruto do roubo.
Certa feita entraram em um táxi pedindo ao motorista para se dirigir a local ermo, lógicamente visando assaltá-lo. Após o evento, tomaram toda a féria do motorista e devido a insistentes pedidos do mesmo, não o mataram liberando-o em estrada abandonada. Desta vez, contudo, se desentenderam na divisão do fruto do roubo, e após calorosas discussões decidiram separar enquanto um ficava com a féria e o outro com o táxi. Assim foi feito, e após a separação, o que ficou com o táxi começou a circular nas redondezas visando arrecadar mais alguma grana.
Não deu outra, e logo entrou no táxi um passageiro, solicitando-lhe que o conduzisse até o centro da cidade. Neste interim, pela queixa do motorista roubado, a polícia montou um blitz visando tentar prender algum suspeito. O táxi com um dos assaltentes é surpreendido pela blitz e pela descrição do motorista que sofreu o assalto por dois ladrões, não haveria dúvidas que estavam diante dos mesmos. Ao serem levados à delegacia foram reconhecidos como os verdadeiros assaltantes, apesar da negativa do passageiro de que nada teria haver com o roubo, solicitando ao assaltante que o livrasse daquela situação injusta, já que havia sido reconhecido errôneamente pelo motorista como assaltante.
Com a negativa deste em colaborar com o passageiro, isto é, ou se livravam os dois ou não livrava ninguém, diante o impasse foram ambos a julgamento. Foram condenados a prisão por assalto e tentativa de homicídio devido as agressões sofridas pelo taxista. De nada adiantou ao inocente passageiro, dizer que não era o assaltante, pois o verdadeiro assaltante não confirmava a versão do inocente culminando com a condenação de ambos.
Durante a vida de presidiário, aquele homem honesto, injustamente condenado por assalto a mão armada, e pelas dificuldades de conseguir liberdade, caiu em forte depressão, totalmente ignorado pelas autoridades do presídio, inclusive, sendo chamado de assaltante, vagabundo e tudo aquilo que passam os condenados em presídios.
Certo dia, devido ao descaso das autoridades e dos advogados de defesa, não suportou a pressão psicológica e se enforcou na prisão. Esta é uma das muitas histórias verídicas que rondam por aí; a vida é assim.

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