A escrita

Segundo o antropólogo Claude Lévi-Strauss falando sobre a comunicação antiga, diz que “a função principal da escrita antiga era facilitar a escravização de outros seres humanos”, quer dizer, segundo ele a escrita visava a dominação dos seres humanos de uma determinada civilização. Na verdade buscava servir a reis e sacerdotes que a usavam para cobrar impostos, contar escravos, sacos de trigo, etc; enfim era basicamente usada para controle do império que se expandia. Como podemos observar, segundo os livros de história, a arte e o conhecimento chegaram posteriormente. A consequência mais importante da linguagem escrita e seu dominio pelas civilizações, foi sua aplicação na manutenção do status governamental através da propaganda.
Deslumbrando sobre esta arte, iniciamos com a ideia pré histórica de que o homem deu início a escrita, grafando desenhos que os pesquisadores chamaram de pintura rupestre, como forma inicial de disseminação de ideias a outros, uma propaganda inicial, forçando a memória ou lembrança de quem o fez, exprimindo ideias, desejos, buscando uma padronização dos métodos de comunicação. Lógico que tudo se aperfeiçoa e evolui tanto que na Mesopotâmia a escrita torna-se elaborada, mais criativa, através da grafia em placas de barro, tornando-a mais leve, podendo ser levada de um lugar a outro. Isto dá inicio as bibliotecas em que eram marcados fatos cotidianos, administrativos, econômicos e políticos, base da educação e formação dos mais jovens.
Uma outra característica do desenvolvimento, aqui no caso da escrita, são as alternativas diferentes visando a adaptação e compreensão pelo outro; no caso egípcio, desenvolveram dois formatos de escrita, um mais simples chamado de demótico e outro mais complexo, os hieróglifos, tudo visando uma melhor compreensão pelo povo. Como vemos, inicialmente eram feitas pinturas nas paredes, que evoluíram para placas de barro, e por fim, chegaram ao papiro buscando dar maior mobilidade ao conhecimento.
De Roma a Guttemberg até nossos dias, o ato de escrever foi se aperfeiçoando, disseminando o conhecimento, a cultura, e aprimorando a comunicação. Mesmo que em alguns locais pudessem tornar-se instrumento de dominação cultural do outro, chegamos até os dias de hoje com a mídia eletrônica, em que boa parte do universo, goza de liberdade utilizando os meios disponíveis para a convivência civilizada com o igual. Sem dúvidas existe a escravização cultural, mas que de forma não violenta é atropelada pela onda de liberdade que varre o mundo, apesar da existência de muita violência; sigamos nesta sintonia.

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