A Busca

Que não busquemos a ideia inicial, aquela que faça a diferença, muito menos obter a solução que ninguém conseguiu, explicações ou enigmas que outros de prévias gerações tampouco chegaram, e com certeza, morreram na esperança de o conseguir. Procuremos sim, isto parece valer a pena procurar, o descanso do espírito, a calma interior, o sossego da mente, a sensação de que a vida é isto, sem muitas angústias, pois estas são nuances do dia a dia. As outras angústias, aquelas sem solução,  deixemos aos que as preferem. A morte, fica para o dia da chegada, sem grandes sobressaltos, a vida que seja vivida a cada dia em paz, principalmente que seja aceita pelos outros, aqueles que estão em ebulição, agitados, angustiados, e que tem certa dificuldade em aceitar aquilo que é feito de bom grado, isto é, na simplicidade do viver.
Para onde vamos, de onde viemos, porque que estamos fazendo? Isto ninguém até hoje respondeu, mas aqueles que antes chegaram e lançaram suas ideias, talvez, mais como uma manifestação individual, perpetuaram-se e levaram seguidores atrás de si. Não sabemos de fato se isto é bom ou ruim, este julgamento, pouco irá importar, pois o fato é que estamos andando, e parece para frente, pois há nítidos sinais de avanço, de amadurecimento das consciências, enfim amadurecimento do próprio homem, não de forma homogênea, mas estamos indo.
Quanto ao amor, a grande questão é se ao defendermos, estamos buscando inconscientemente o prazer tentando fugir da aridez em que vivemos, com extremo egoísmo e ódio; talvez uma fuga. São fatos intrigantes que muitas vezes levam a insatisfações interiores, com extrema confusão de sentimentos ou ideias, que justificam ambições desmedidas, insatisfações, incoerências e busca incessante por algo que conscientemente muitas vezes as pessoas não têm, mas que justificam como procura de desenvolvimento e progresso.
Na verdade não passam de imensa insatisfação interior, uma agitação do eu que não resiste a  observação mais acurada. A perseguição do mando nada mais é do que uma ideia de admiração, reconhecimento de si, confundida ou justificada como forma de ajudar o outro a sanar injustiças e desigualdades, e que não passam de insatisfação e incorformismo consigo confundido ou justificado com o outro. A vida em si é e deve ser uma eterna análise interior, não por insatisfação ou inconformismo, mas por aceitação, sossego e tranquilidade do eu, daquilo que somos e devemos aceitá-lo em ser.

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