Efeito Colateral

Em se tratando atualmente de União Européia e sua crise, geralmente são relacionados os países que estão com problemas de default e quase nada ou nada se fala dos mais ricos como por exemplo os alemães; algumas questões podem ser perseguidas para tentar maior capacidade de compreensão a um problema que qualquer dia pode nos apanhar pelas esquinas da vida.
Muito se falou sobre as peripécias sexuais de Dominique Strauss-Kahn, mas durante sua gestão no FMI produziu um documento em que buscava avaliar como as grandes economias do mundo, mais especificamente as da zona do euro, EEUU, China, Japão e Reino Unido, afetavam o crescimento mundial.
Na parte relacionada a zona do euro, a vedete em questão chama-se Alemanha como locomotiva da Europa dizendo básicamente que sua fortaleza está baseada nas exportações, e que sua demanda interna é reduzida e não estimula o crescimento europeu a curto prazo. O presente documento adverte ainda que o governo alemão deveria prestar especial atenção aos problemas gerados pela diminuição de sua população, educação, no desenvolvimento de infraestrutura e consequente falta de bom clima visando fomentar a inovação com o objetivo de proteger a economia a longo prazo. Prossegue sua avaliação, dizendo que a Alemanha deve reduzir a dependência às exportações e aumentar a demanda interna que deverá ser estimulada pela melhora do nível salarial.
Na visão do fundo, grande parte das diferenças ora vigentes na UE foram provocados pela própria Alemanha ao aproveitar vantagens competitivas que foram permitidas pelo euro. Avaliam que as políticas expansivas alemãs impactaram nas balanças comerciais dos países chamados periféricos, isto é, os mais probres, provocando o aumento dos desiquilibrios econômicos na eurozona.
O presente documento de Straus khan, faz uma analogia entre China e EEUU correlacionando chineses e alemães como produtores e americanos e europeus como consumidores. Esta perversa relação, provoca graves distorções nas balanças comerciais que se sustentam por tempo limitado tornando-os viciados em relação ao aumento do endividamento. Consequente as vantagens que obteve no euro, a Alemanha investiu menos que a média dos países do bloco, seguindo a receita do consenso de Whashington que impulsionava exportações em detrimento da demanda interna e consequente criação de emprego.
Concluindo, as ideias que decorreram do consenso de Whashington tiveram como efeito colateral que países grandes exportadores como Alemanha China e Japão, possuidores de grandes superávits, não impulsionaram a demanda interna com reflexos na criação de emprego, produzindo grande contribuição nas distorções que ora vivemos, e quem sabe um dia, poderão ser corrigidas num futuro a perseguir. Agora parece hora de apagar o incêndio da crise que ameaça a todos; colhamos os frutos.

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