Lição do Passado

Quando a Argentina invadiu as Malvinas em 1982 no intuito de reaver a soberania das mesmas, tinha uma nítida intenção em salvar o regime militar que afundava, e com aquela ocupação, unir o povo argentino em torno da junta governativa que sucumbia. Caso a Argentina tivesse vencido os ingleses que lutavam a milhares de quilômetros de casa, o orgulho argentino estaria em alta e os militares poderiam sair do governo também em alta.
Um detalhe geográfico, isto é, a localização das ilhas, daria um forte componente marítimo a peleja. Além do componente geográfico, a Argentina enfrentou a própria pobreza na guerra, segundo o livro “Militaria” de Sir Hobbes, as armas utilizadas pelo exército argentino não eram fiáveis e foram de vital importância no resultado final, pois cerca de 55% das bombas lançadas pelos argentinos, não explodiram, e segundo o autor, se estas bombas explodissem, entre seis e treze barcos ingleses sairiam danificados ou afundariam.
A lição, além da questão política interna, mostra que o fator acima descrito demonstra que as armas simplesmente estavam ultrapassadas, o que não ocorreu com o exército britânico, cujas armas e bombas estavam em perfeitas condições. O que notamos é que um exército pobre não considerou um fator simples, de que com bombas indisponíveis, seria impossível vencer uma guerra contra um exército mais rico.
Além da questão político militar, no caso argentino relacionado as Malvinas, podemos com calma expandir a questão para o âmbito de governos e suas respectivas civilizações. Sabemos que tudo envelhece, ultrapassa, não só sob o ponto de vista humano, como material, móvel e imóvel, isto é, as cidades envelhecem, construções envelhecem, linhas de transmissão idem e toda a infra estrutura para a vida moderna está incluída neste contesto. É fato que governos sabem disso e portanto fazem investimentos em expansão e manutenção de sua intraestrutura, mas não é o que se trata aqui, e sim, que o volume de investimentos visando a melhoria e manutenção de toda a infraestrutura, no terceiro mundo é inferior a demanda necessária.
Diante dos enormes desafios a que estamos submetidos, passamos por esta questão sensível em que os governos são inssuficientes para acompanhar o crescimento da população e o envelhecimento das cidades e sua infraestrutura. Portanto o que na prática ocorre é correr contra o prejuízo ou o tempo. Pensam fazer o possível, que nunca é suficiente, e sem querer ser pessimista, haverá um momento de caos ou estrangulamento. Acrescente aí o fator individual ou egoísta que aparece sob o nome de corrupção agravando ainda mais o problema. É isto.

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