Enfim, uma Notícia

Parece que o Brasil entra no espírito da nova era buscando dar sua contribuição à mudança do clima. O fato é que a produção canavieira brasileira procura com o bagaço, produzir plástico, gerando uma produção sustentável, já que o plástico convencional provém do petróleo. No caso do petroleo, 4% é destinado a fabricação de plásticos, sendo que no processo industrial libera na atmosfera seis quilos de CO2 por Kg de plástico produzido. O plástico verde também chamado bioplástico, é composto no caso em questão por bagaço de cana de açúcar, e que pode ser também originado do trigo, milho, batata ou óleo vegetal. Dentre as várias aplicações do bioplástico estão estruturas para telefone celular, talheres descartáveis, sacolas, vasos de flores, chegando a sapatos e fraldas.
Segundo Norbert Voell representante da sociedade responsável pelo Ponto Verde que é o sistema de reciclagem alemão, referindo-se ao mercado de produtos orgânicos nos fala: “Hoje é bem melhor ter uma imagem ‘ecológica’ do que uma convencional. E as empresas tiram proveito disso” e complementa: “Evidentemente, é melhor saber que os legumes orgânicos que se compra no supermercado vêm embalados de forma ecológica do que no saco plástico convencional”. Algumas importantes corporações já investem forte no mercado de orgânicos como a Cargill americana, a Novamont italiana e a alemã Basf. Consequente ao avanço tecnoloǵico, no caso do plástico biodegradável chamado de poliactide e derivado do milho, já está em uso nas redes Wall-Mart e embalagens de Coca Cola.
Entre nós, a petroquímica Braskem está utilizando o etanol da cana de açúcar para a produção de bioplástico. Evidente que sempre haverá, e isto é saudável, questionamentos em relação à produção de bioplásticos; a questão é se não irá promover mais desmatamento ou estancar a produção de alimentos? Existe a suposição, no caso da produção de biocombustíveis, conforme nos informa Voell que “Os argumentos apresentados quando se trata de bioplástico são parecidos com os relativos ao óleo de dendê”, em que no sul da Ásia, houve grande desmatamento visando a produção da lavoura de palmas. Entre nós, uma parceira com a Alemanha na Bahia para a produção de plástico a partir do bagaço da cana de açucar descartado pela indústria canavieira da região, evita a ocorrência de sua queima, e com isso, emissões de CO2 na atmosfera.
O importante é que estamos incluídos na inovação para produzir conhecimento e enfrentamento do desafio do aquecimento global. Lógico que discussões estão ocorrendo, buscando alertar ao desvio da produção para elementos mais lucrativos que o de alimentos, discussão esta, que levará ao equilíbrio necessário para se evitarem distorções. A questão está lançada; isto é que importa.

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