Eficiência e Ambiente

Um estudo realizado pela administração do porto de Barcelona, mostra que a chamada distribuição ótima de carga em termos econômicos e ambientais baseada no fluxo de containers é de 37% para os portos do norte da Europa e 63% para o sul, considerando aí exportação e importação. Consequente a isto, a Agência Ambiental Europeia conclui que se redirecionar o fluxo do norte para o sul reduziria as emissões de CO2 em 50%.
Para esclarecer melhor a questão nota-se que a maioria dos navios provenientes do Oriente, e que entram no Mediterrâneo pelo canal de Suez, passam pelos portos de Gênova, Marselha e Barcelona e depois se dirigem para Roterdã e Hamburgo ao norte, aumentando os custos financeiros e ambientais, eliminando inclusive, a competitividade europeia. Atualmente 72% dos bens entram na Europa pelos portos do norte enquanto 28% pelo sul, inclusive os que se direcionam a países do sul, o fazem, por portos do norte.
Evidentemente esta questão envolve desenvolvimento histórico e geopolítico mais exuberante ao norte, com uma melhor infraestrutura a partir daquela região e linhas férreas de qualidade ligando ao restante do continente. O fato é que com a mudança dos ventos, passou a ser uma aberração cuja solução viria com forte eficiência e redução nas emissões de CO2. Tal encaminhamento esbarra em difícieis decisões de governos, perda de poder econômico, enfim, um processo lento que deverá levar algum tempo para ser encaminhado por lá.
Somos tal qual a Europa, um pais com dimensões continentais e forte concentração portuária no sul, com estrutura de escoamento de nossa produção precariamente feita, buscando em sua maior parte, portos localizados na parte sul do nosso país. As decisões por mais difícieis e complexas que sejam aqui, não são mais complexas que as da Europa, pois lá há obstáculos muito mais complicados a serem ultrapassdos que os enfrentados em nosso país.
Haveremos de concordar que uma das medidas viáveis visando a redução das emissões de CO2, será uma melhor eficiência de infraestrutura, evitando o desperdício com economia de energia e freando emissões de CO2. Muito do efeito estufa se embute no desperdício, e seu combate, decerto a natureza agradecerá.

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