O Desafio do futuro

Muito antes de sofrer o forte abalo natural a que foi vítima, o Japão vinha enfrentando um debate muito forte internamente sobre a falta de capacidade em renovar os recursos humanos existentes. A geração do pós guerra que elevou o Japão à segunda  potência mundial, envelhece, e consequente ao baixo nível educacional por lá, encontra problemas na substituição dos quadros técnicos e agravado com baixa fertilidade das famílias japonesas. Todos haverão de concordar que o terremoto e o grave acidente nuclear em Fukushima agravou ainda mais a situação, pois tal qual a antiga URSS, o principal problema japonês é a falta de recursos humanos visando substituir com qualidade os já existentes.
As Universidades Japonesas competem fortemente por estudantes com bom nível de aprendizado, que tenha motivação para estudar duro, já que o progresso na sociedade japonesa formou gerações na fartura sem ambição para responder aos graves desafios que o futuro oferece. Esta ambição, parece deslocada para países emergentes como a China continental, Taiwan, Índia e Coreia.
Diante a grave crise de material humano em que se encontra, o Japão precisa para dar o salto tecnológico que necessita, voltar sua face para o exterior emergente. Ao contrário do passado em que exportava tecnologia, está deslocando toda a capacidade inventiva e criativa para os locais onde são detectados nichos de ambição na juventude para pesquisa em tecnologia e inovação.
Na verdade, a prevista estagnação japonesa parece que vem sendo um desafio de todas as sociedades ricas mundiais em que a formação de gerações com alta fartura material, tem produzido nos jovens consequentes a esta fartura, um desinteresse em trabalhar duro sacrificando o lazer por horas de trabalho e estudo. Aliás parece que o problema japonês está em linha com recentes discursos proferidos por aqui por Obama e o Presidente alemão ao oferecem bolsas de estudo para jovens emergentes, evidentemente com passagem de volta, mas sem sabermos se para os que se destacarem valerá também o mesmo bilhete de volta.
Uma coisa é certa, o futuro das nações sempre foi, e continuará sendo construído, com grandes sacrifícios dos jovens que investem suas vidas em projetos por suas nações. O problema é que ao se tornarem ricas, começam a formá-los sem que conheçam a dificuldade por que passaram seus pais, e portanto, sem o interesse que motivou a geração precedente para que se tornassem famílias ricas. A ambição de construção do futuro estará decerto nas mãos daqueles países que conseguirem incentivar sua juventude a lutar por um futuro melhor ou para combater os graves desafios que se apresentam.

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