A Guerra do Gás

Gerhard Schröder antigo chanceler alemão por gozar de extrema amizade com Vladimir Putin, juntos idealizaram um gasoduto entre a Rússia e Alemanha através do mar Báltico chamado Nord Stream, evitando a Ucrânia e Bielorússia com uma joint aventure entre a Basf, E.On e a Gasprom conforme nos informa o diário de Varsóvia dizendo: “Este lobby político acabou por ser mais poderoso do que várias vozes juntas de países da UE que se opunham à construção do gasoduto, com base em razões geopolíticas e ambientais, incluindo a Polônia”
O próprio Putin agora começa a trabalhar no South Stream entre Rússia e Eslovênia que transportará para a Europa Central 63 bilhões de metros cúbicos de gás natural provenientes do Mar Cáspio, chegando a Bulgária Sérvia Hungria e etc colocando a gigante russa em vantagem contra o seu concorrente chamado de Nabuco.  A grande questão envolvendo os dois projetos, isto é, o South Stream e o Nabuco é que na busca pelo domínio do controle energético no futuro, a Rússia parece levar vantagem pois segundo especialistas, não há gás suficiente para suprir os dois projetos em questão, dando neste caso, uma vantagem ao South Stream. Conforme nos fala o diário romeno sobre a disputa entre os europeus pelo controle na distribuição do gás no futuro, considerando que as jazidas estão mais afins da Rússia dizendo: “Todos os países implicados neste projeto jogam nos dois tabuleiros, a fim de se assegurarem de que não hajam perdedores” pois a Romênia recebeu uma oferta de gás de 7.3 bilhões caso permita a instalação do projeto concorrente ao South Stream, isto é o Nabuco, em seu território antes do South Stream.
Na verdade o que parece na questão de disputa pela distribuição do gás na Europa, em princípio mostra-se mais saudável do que se fosse feita através da guerra. Os acordos em questão levam a interesses fortes entre nações e empresas entrelaçados por questões que forçam antigos inimigos a disputarem suas querelas no campo da negociação. A supremacia aparecerá, e se aparecer, ou se houver, e deverá ser no campo das ideias materializada em negócios, parecendo mais saudável do que as soluções conseguidas em passado não muito distante. Haveremos de concordar que o inesperado mostra sempre que a vida é mais forte. Com a rejeição por parte da opinião pública alemã do uso da energia nuclear para a produção de energia elétrica, cresce entre os alemães a importância do gás russo, com desdobramentos antes restritos a distribuição e agora acrescido ao fator de que os russos desejam também trabalhar a nível de consumidor final. A vida é assim.

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