Síndrome da Rã Fervida

No livro  intitulado “A Rã que não sabia que estava fervida…e outras lições de vida” Olivier Clerc, especialista em bem estar e desenvolvimento pessoal, na sua introdução, nos diz que “tudo é linguagem, tudo nos fala”. Neste livro, é tratada a alegoria da rã fervida que foi proposta pela primeira vez no livro de Marty Rubin “The boiled Frog Syndrome” de 1987.
O negócio é o seguinte: imaginemos uma panela cheia de água contendo em seu interior uma rã nadando tranquilamente. Esta panela está sob fogo brando cuja água se aquece lentamente. A medida que a água se aquece, primeiramente parece agradável a rã que nada com prazer naquela temperatura, e com o passar do tempo e o consequente aquecimento da água, não esboça nenhuma reação com a mudança de temperatura e segue nadando até chegar a um ponto de aquecimento em que apresenta fadiga e sonolência. Quando a água está quente de verdade, a rã começa a sentir-se desagradável mas não encontra forças para reagir àquela temperatura se limitando a aguentar a situação. O fato é que a temperatura da água sobe pouco a pouco, nunca de forma acelerada, até chegar o momento que a rã acaba por ser fervida e morre sem haver realizado o menor esforço para sair daquela situação a que foi submetida.
A isto foi chamado de ‘Síndrome da rã fervida’, que é a incapacidade de reação diante uma situação adversa que evolui de forma lenta, pois se a tivéssemos colocado em uma água a 50 graus, decerto teria reagido e lutado contra àquela situação brusca. Pela conclusão deste autor, quando ocorre uma deterioração lenta, esta tende a passar desapercebida ou de forma inadvertida, e na maioria das vezes não suscita reação, oposição ou rebeldia. Os EEUU parece incluído nesta alegoria ao nos apresentar um novo recorde com a queda de 33% dos bens imobiliários e dados decepcionantes sobre o emprego, só comparáveis a Grécia, e um índice da atividade industrial passando de 60% para 53%.
Sem querer entrar em dados técnicos, limitando-se a alegoria colocada acima, diremos que trata-se do único país com alcance militar global, possuindo as melhores Universidades, sendo um polo acolhedor de estudantes do mundo inteiro, dono da moeda mundial, com maior quantidade de documentos sobre ciência, medicina ou economia. Quer dizer, a decadẽncia americana não é só econômica, é de falta de ideias, soluções ou de enfrentamento à grave situação em que se envolveram, com reflexos artísticos, intelectuais e científicos decorrente a um consumo excessivo.
A conclusão disto é que os EEUU arrastam o mundo atrás de si, que acaba sofrendo das mesmas doenças como o alto preço do petróleo, aumento do preço dos alimentos e matérias primas, uma enorme dívida, e como a alegoria acima, veio progressivamente elevando a temperatura. Talvez o melhor diagnóstico para a doença americana, ou o atual momento, seja mesmo ‘A Síndrome da rã fervida’.

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