Similaridades

Cientistas estudando o comportamento de golfinhos, chegaram a conclusão que a linguagem corporal deles seguiria à leis semelhantes as que regem a linguagem verbal entre humanos. Por exemplo, quando golfinhos se movem na superfície da água tendem a usar sequências mais simples de movimentos, tal qual entre humanos, em que as palavras usadas com mais frequência são as mais curtas.
Segundo pesquisadores da Universidade Politécnica da Catalunha e Universidade de Aberdeen, as duas espécies, humana e dos golfinhos, seguiriam a chamada “Lei da brevidade” na linguagem, proposta pelo filologista George K. Zipf. Pela lei da brevidade de Zipf, as palavras usadas com mais frequência em uma determinada língua são sempre as mais curtas. Baseado nestes parâmetros, Ramon Ferrer nos diz que “Padrões de comportamento de golfinhos na superfície obedecem à mesma lei da brevidade da linguagem humana, com ambas as espécies procurando os códigos mais simples e eficientes”, fato que pode ser comprovado em pesquisa com golfinhos na costa da Nova Zelândia, em que, quando estão na superfície da água, tendem a utilizar séries simples de movimentos com mais frequência do que outras mais complexas.
Segundo este mesmo estudo foram identificados mais de 30 séries de movimentos, sendo que cada série continha entre um e quatro gestos distintos também chamados de “unidades”, incluindo-se aí, o bater da cauda, o saltar, ou o cair de lado. Segundo Ferrer, “Os resultados mostram que as estratégias de comportamento simples e eficientes dos golfinhos são similares às usadas por humanos com palavras, e são as mesmas usadas, por exemplo, quando nós reduzimos o tamanho de uma imagem fotográfica ou de vídeo de forma a economizar espaço”; conclui-se daí conforme este pesquisador, que a linguagem humana baseia-se nos mesmos princípios que governam os sistemas biológicos. Por fim, afirma que: “o que nos leva à conclusão de que as barreiras tradicionais entre as disciplinas deveriam ser removidas”. Tal qual os humanos, os golfinhos se comunicam principalmente por assovios e outros sons ou movimentos corporais outros.
Como vemos, na tentativa de aperfeiçoar nossa comunicação e relacionamento com o outro e o universo, criamos várias barreiras que bloqueiam ou dificultam o natural fluir dos movimentos ou linguagem visando a comunicação. A complexidade produzindo desserviço ao entendimento.

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