O Que fazer?

Muito se fala em meio ambiente, preservação, poluição e aquecimento mas tudo isto deve ser incluído numa conta de difícil resolução; o que fazer diante um aumento em progressão geométrica da população e a retirada de nutrientes para a sua alimentação? Eis a questão.
O jornal espanhol ‘El Periódico’ nos informa que  “25% dos animais europeus estão ameaçados de extinção” prosseguindo que a perda da biodiversidade, no caso aqui da Europa, “acabará por custar à União Europeia cerca de 50 bilhões de euros por ano”, sendo que 88% dos recursos piscícolas europeus estão sobre-explorados e que 22% das espécies estão ameaçadas pela presença de espécies provenientes de outros ecossistemas; comentários no mínimo inquietantes.
O Greenpeace elaborou uma lista de 15 espécies marinhas pescadas em excesso, entre eles, tamboril lagostim atum linguado etc, refutado óbviamente pelos armadores pesqueiros. A verdade é que no caso pesqueiro, a produção em cativeiro já atinge 50% do total da produção sem nos esquecermos que “A indústria da aquacultura (criação em cativeiro) requer grandes quantidades de peixes para alimentar a sua produção” conforme refuta o Greenpeace.
A Agência Europeia do Meio Ambiente nos avisou em outubro de 2010 que “Um novo relatório mostra que a importante quebra de emissões de CO2 em 2008 e 2009 permite à União Europeia dos Quinze atingir, em vez de ultrapassar, o objetivo do protocolo de Kioto, que prevê uma redução de 8% das emissões de CO2”; prossegue dizendo: “a União Europeia dos Vinte Sete está no bom caminho para atingir até 2020 o objetivo de 20% de redução”. Nos informam também que em decorrência à crise econômica a produção de CO2 foi 6,9% menor que 2008.
Estes dados devem ser complementados pelo seguinte comentário da BDA que é uma associação patronal alemã que nos diz: “Um crescimento econômico menos importante não deve ser celebrado como um instrumento de proteção do clima”. Tal afirmação se baseia no corte de subsídios para a energia limpa em que a Itália cortou 20% das despesas com o setor fotovoltaico, na Espanha a redução dos subsídios foi de 45% para a produção de painéis solares e a Alemanha aplica uma tabela progressiva de redução destes subsídios para o setor de energia limpa, chegando em 2012 a 21%, associado aos ingleses que cortam 10% a partir de 2013. Na contramão europeia, a China com uma política agressiva ao setor de produção de painéis solares reduziu os custos e aumentou os lucros.
As questões acima nos levam a suspeitar que o pior dos cenários visando controlar o aquecimento global seria uma grave crise econômica de consequências inimagináveis, e que pelo andar da carruagem, a biodiversidade corre o risco de se transformar em espécies produzidas em cativeiro visando a obtenção de lucro; o futuro a Deus pertence mas os fatos estão aí.

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