Peculiaridades

Os países bálticos vide Letônia, Estônia e Lituânia, foram os mais afetados pela recente crise financeira estando atualmente em condições de superação e em vias de entrada na União Européia. Segundo falou o analista da Moody’s Kenneth Orchard: “A situação econômica e financeira destes países estabilizou mais rapidamente do que o previsto”.
Chamou mais a atenção, o caso da Estônia que saneando suas finanças públicas possibilitou sua entrada na União Européia em janeiro de 2011; segundo estes analistas a situação chega a ser melhor do que Portugal, Grécia e até do Reino Unido.
Alguns fatores mostram-se responsáveis pelo acontecido, como por exemplo, o fato que enfrentaram a atual crise econômica com uma carga de endividamente menor que os países mais mediterrâneos (20% do PIB), ao passo que as dívidas dos outros países, por exemplo, não pararam de subir. Outro fator que pesou foi que as duras reformas empreendidas por estes governos foram aceitas pela população, como redução de salários por exemplo, principalmente devido ao fato de recordarem os tempos difíceis da transição pelo fim do comunismo soviético; por fim, foi determinante a existência de sindicatos fracos políticamente.
A perda de benefícios ou vantagens foi aceita por todos, devido a mentalidade da população destes países que pensam diferente do restante da Europa em relação à perda dos benefícios adquiridos. O fato de que estes países abalados pela crise terem que fazer fortes reformas com perdas de beneficios e vantagens, além de bem aceita pelas respectivas populações, seus governos tinham certo grau de credibilidade entre os trabalhadores. No caso em voga como o da Grécia, as reformas solicitadas têm gerado grande conflito com os trabalhadores em relação a perda dos benefícios, porque os governos destes países têm fama de corruptos e perdulários.
Parece não haver no mundo moderno nenhum caso de países que tenham entrado em crise econômica e que a solução não viesse com duras reformas e perdas de benefícios, e cujo alvo, sempre foram os trabalhadores. A Hungria, por exemplo, deu uma guinada à direita levada pelas reformas que aboliram inclusive o décimo terceiro salário.
Se um dia governos instalados no Brasil não quiserem ter que enfrentar fortes resistências à reformas, em caso de crise, devem preocupar-se em serem comedidos nos gastos, evitando acúmulo de coisas negativas, como por exemplo, greves e necessidade de contenção de gastos trabalhistas. Fica a ideia.

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Uma resposta para Peculiaridades

  1. ROSE CIDRAL disse:

    Olá,
    concordo com o autor. Afinal, devemos ter em mente que é
    mais democrático e coerente conter gastos, do que o enfrentamento e o desgaste de greves ou mesmo conflitos entre sociedade e o Estado.

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