Atalhos

Temos a considerar que a via legislativa visando resolver grandes desafios está em patamar inferior ao da conscientização, em que determinado evento que nos leve a algum tipo de perda esteja acima das leis. Isto é falado porque legislar parece nos dias atuais uma forma em se resolverem os desafios, sendo que fracassos, atalhos e burlas, ficam como forma de culpa alheia já que legislar sobre determinada questão limpa a consciência de quem o faz. Buscaremos no velho mundo um exemplo bem típico e atual visando normatizar o dano ambiental. A Comissária européia da pesca Maria Damanaki pediu o fim da prática “antiética”, segundo ela, de lançar ao mar o peixe que sobra nas redes por terem ultrapassado as cotas e normas estabelecidas pela UE.
O diário londrino Guardian com sua manchete “Europa proíbe ‘despejo’ de peixe supérfluo” declara: “Os pescadores são levados a largar peixe, nos termos do presente sistema de cotas, porque, legalmente, só podem trazer uma determinada quantidade das espécies que lhes foram atribuídas” e prossegue “Quando apanham mais do que isso, ou, acidentalmente, as redes apanham peixe que não pertence à sua cota, são obrigados a largar o excesso. Consequentemente, são lançados à água cerca de dois terços do peixe apanhado em determinadas zonas, normalmente morto. Estima-se que perto de um milhão de toneladas sejam largadas todos os anos só no Mar do Norte.”
Como podemos observar no presente caso, trata-se na verdade de se adaptar à questões jurídicas, de acordos visando proteção de espécies animais ou do meio ambiente. O problema é que na outra ponta do sistema, chegam para serem fiscalizados e aprovados barcos sem nenhuma contrariedade jurídica, evitando-se multas ou coisas que o valham como suspensões ou punições outras. O que na verdade importa aqui, é que a lei foi cumprida com graves danos ou atalhos provocados em decorrência à dificuldade em se estabelecerem parâmetros adequados visando atingir resultado considerado ótimo; isto é: a preservação das espécies marinhas e do meio ambiente. A dura realidade é que, burlada a lei, continuamos, no caso europeu em questão, a pesca predatória com graves danos ambientais, e pior, dentro da lei.
Combater aquecimento global, corrupção, e outras questões sem que nos importemos com as consequências que acarretam, e suas ambivalências, é na realidade tapar o sol com a peneira. Há necessidade de que tomemos consciência, o contrário nos levará ao desastre, já que pelo menos as medidas de combate ao problema são sempre menores em relação as que aumentam o mesmo em incidência e gravidade. Precisamos nos atentar sobre todos os aspectos, principalmente no caso da energia, e seu consumo, e precisão de demanda, porque decerto estaremos caminhando em corda bamba, e se não tomarmos cuidado, um dia arrebentará.

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