O Farol do Ocidente

O jornal ‘El Periódico’ chama de ‘Farol do Ocidente’ ao gasto com iluminação pública na Espanha segundo um estudo feito pela Universidade Complutense de Madrid, nos informando que “as cidades espanholas lideram na Europa as despesas com iluminação pública”. Segundo a mesma pesquisa o cidadão espanhol consome 118 kw/h, contra 90kw/h dos franceses ou 48 kw/h dos alemães. Com estes números exuberantes concluiram que a Espanha é o pais com “nível mais elevado de poluição luminosa”.
O caso da Espanha vem a tona porque o estudo foi feito lá, e as comparações também, sendo que a avaliação decorre da descoberta dos dados acima referidos. Mas a verdade é que nas mega cidades do mundo inteiro, existe um grande desperdício de eletricidade pública, seja pela iluminação propriamente dita, seja nas placas luminosas, agora acrescidas com APPs de internet. Tais APPs acrescentam uma novidade nas propagandas com últimas notícias ou até mesmo comentários de redes sociais, visto em painéis espalhados em vias públicas. O problema evidentemente torna-se mais grave nos países que utilizam energia de origem fóssil para tais fins, como petróleo e carvão.
A questão é que o gasto torna-se crescente e o desperdício maior ainda. Sem contar que a medida que as redes elétricas envelhecem, seja por desgaste seja por falta de manutenção, aumentam o desperdício e as oportunidades de acidente como assistimos recentemente no Rio de Janeiro com a explosão das tampas de caixas de energia. Uma das medidas iniciais para o problema da energia elétrica por parte dos governos, seria a melhora da sua capacidade de consumo com diminuição das perdas e regulamentação de seu uso, evitando ou contendo os painéis luminosos de propaganda. Evidente que o problema é mais grave nos paises em crise econômica e com progressivo consumo dos combustíveis de origem fóssil.
Entre nós a energia tem sido igual água no quesito desperdício, já que a natureza nos presenteou com quantidades acima das que até aqui necessitamos, facilitando e incentivando o desperdício entre nós. No momento em que vivemos o dilema de Belo Monte, em que são travadas algumas batalhas judiciais levando incerteza jurídica a sua construção, e sem garantias de um consenso de que vale ou não a pena o dano ambiental para tal.
Devemos tomar consciência de, no caso aqui, o governo, e aproveitando que nossa presidenta se diz do ramo, buscar melhorar a capacidade de manutenção, desperdício e consumo da energia elétrica entre nós. A realidade é que a terra aquece, por aqui inclusive, e ao que parece as medidas de contenção são menores que os danos provocados pelo seu aquecimento. E a vida segue.

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