Sinais de Alerta

Sem ambições de um especialista em economia ou expert, nem pretensões em analizar a evolução econômica americana no pós crise 2008, apenas refletindo sob o ponto de vista do leitor comum, sem privilégio de notícias de algibeira, e pensando com o que todos conhecem.
A agência de notação financeira Standard & Poor’s rebaixou para negativa a expectativa da dívida americana, justificando tal procedimento ao fato de que os responsáveis pela condução política americana, não chegaram a bom termo sobre a estratégia de melhor combater os graves desequilíbrios orçamentários do gigante do norte.
O presidente da PIMCO ou a maior gestora de investimento a nível mundial diz: “Washington é alvo de avisos vindos de todos os quadrantes de que isto é um assunto sério e que ninguém pode escapar às consequências da deterioração da situação fiscal norte-americana. Não se trata apenas dos Estados Unidos, trata-se da economia global”.
Tal declaração e outras que por aí se somam, demonstram que os americanos foram pródigos, e se entenderam muito bem na fartura, mas na escassez, dão sinais de que sua afinidade se fez na divisão dos lucros fornecidos pelo capitalismo, diga-se de passagem, exerceram muito bem. O problema parece se apresentar na hora de exercitarem o socialismo, dividindo os prejuízos, afinal seria ilusão pensar que eles, os americanos, achariam que os lucros seriam eternos, e que um dia como tudo na vida,  acabaria a fase próspera.
Parece que o maior fator de desentendimento nos súditos de Obama está justamente em quem ficará com o que na hora do espanto, isto é, aonde cortar. Parte das políticas americanas mundo afora, foi sem dúvidas comprando vontades, principalmente em se tratando de pobres, cujo aceno com qualquer migalha financeira, o mais radical dos antiamericanos sucumbe. Lembremos entre outras coisas por aqui, da Aliança para o Progresso, e quanta coisa depois.
O fato é que talvez o maior problema que vivem os herdeiros de Tio Sam, em que passaram grande período do último século como os mais ricos e mais fortes do globo, esteja talvez numa simples questão de díficil solução; isto é, aceitar a crise com todos os seus ônus. Sem colônias para repassarem prejuízos e sem derramas para salvarem a matriz, quer dizer, a solução virá cortando na própria carne.
Como dizer aos aliados da primeira hora que a fonte secou e a grana encurtou, agora a solidariedade será somente no amor, como no Oriente Médio ou parte da América Latina ou outras regiões em que vontades foram quebradas. Na verdade, o mais fácil era o dinheiro, afinal, naquela época além da máquina de fazer dólar, este não era problema, era solução.
Para encerrar, os fatos falam por si e a verdade virá com o tempo, ficando aos governantes a lição de que haverá necessidade de entendimento porque quanto mais demorar, maior o prejuízo. O mercado não perdoa nem seu dono que o salvou na hora mais incerta, decerto com ele não haverá compaixão, pois as bolsas mundiais já começam a dar sinais de que a coisa não está boa e a mesma Standard & Poor’s avisa que não vai perdoar, talvez tenha que rebaixar mais ainda a nota do grande gigante americano. Fica o alerta para os que crêem.

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