Buscando entendimento

Buscar a verdade é um exercício que o tempo nos dirá se lá chegamos ou não; este talvez seja o caso de Carl Jung, pois se lá não chegou, esteve muito próximo de o conseguir. Talvez o grande problema deste eminente pensador seja, quem sabe, uma questão de época em que não poderia ter acesso a todos os conhecimentos que o possibilitasse atingí-la. Quando desenvolve o conceito de “Inconsciente Coletivo” e usando a idéia de “Arquétipos”, se Jung estivesse em nossa época, talvez não se engendraria pelo caminho do misticismo, e sim do racionalismo, e aí quem sabe, se encontraria com a verdade.
Certo é que provavelmente ele se perdeu ao introduzir esoterismo ou práticas adivinhatórias em meio a análise psicanalítica. Caso quiséssemos pesquisar a idéia de arquétipos separada de esoterismo ou adivinhação, somente pensando como imagens mentais, estaríamos mais a vontade em navegar nas águas tortuosas do pensamento humano. Dentro desta premissa, gostaria de iniciar com a idéia de que arquétipos são imagens mentais produzidas pelo pensamento, classificando-se aí pensamento como  queira, com sua repetição em sequência; isto é, a ritualização do mesmo. Portanto para materializar ou construir coisas, criaríamos arquétipos e por meio de práticas rituais ou repetitivas, exerceríamos o processo construtivo do mesmo.
Já a idéia de inconsciente coletivo está bastante arraigada entre nós humanos, ou quem sabe outros animais, explicada pelos modismos, comportamentos de grupos sociais ou mesmo crenças que são desenvolvidas, e com seu aperfeiçoamento, disseminam-se através das populações; por estas justificativas, se não chegou a verdade, esteve muito próximo a ela.
Um dos conceitos Junguianos mais polêmicos trata-se o de Coincidência: que consiste na realização simultânea de dois ou mais acontecimentos em um contexto onde há múltiplas possibilidades. Influenciado por Einstein criou o conceito de Determinismo: em que todo evento presente foi determinado por algum evento passado, e o futuro, determinado pelo presente. Se origina na Física clássica de Newton e levado ao comportamento pelo filósofo francês Laplace, em que se houvessem múltiplas possibilidades para um evento futuro, então, há coincidências. Jung alargou o conceito para coincidência significativa, em que o contexto é o significado atribuído a um acontecimento. Outro conceito criado por Jung trata da Sincronicidade, em que tudo no Universo estava interligado por um tipo de vibração na qual duas dimensões estavam em sincronia; portanto eventos isolados pareciam repetidos.
Estes conceitos de forma simplificada mostram um tratamento mais apurado aos fenômenos mentais a que estamos submetidos, e muito pouco conhecemos, e que devido a dificuldade em mensurá-los de forma científica, dão margem à crenças e tratamento obscuro aos mesmos, exatamente pela dificuldade em compreendê-los. Para refletir.

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