Nuances Ambientais

Dá-se o nome de eutrofização ao acúmulo de materiais orgânicos formando regiões altamente fertilizadas no meio aquático, facilitando a proliferação de bacterias e algas, por exemplo. Quando associadas a hipóxia constituem ao que chamamos de zonas mortas formadas em consequência ao acúmulo de material orgânico, poluentes inorgãnicos, basicamente metais e baixo teor de oxigênio.
Pesquisa realizada pelo World Resources Institute (WRI) e pelo Instituto de Virgínia (VIMS) nos EEUU identificaram mais de 530 zonas mortas com baixo teor de oxigênio e 280 áreas de eutrofização marinha no globo. Estas áreas fazem um total de 95 000 milhas quadradas sendo que a maior zona morta identificada está na foz do Mississipi num total de 8500 milhas; outra importante zona morta encontra-se na baia de Chesapeake perfazendo um total de 40%. Um problema consequente a ação humana, basicamente decorrente ao despejo de dejetos orgânicos ou inorgânicos que provocam a morte do meio ambiente.
Entre nós, mensuramos precariamente nossas baias de Todos os Santos e da Guanabara, saltando aos olhos a grosso modo que o problema está presente de forma intensa apesar do projeto de despoluição em andamento no Rio de Janeiro. Podemos dizer como fala o Professor Bob Diaz do VIMS de que são “verdadeiros desertos de oxigênio no ambiente marinho”.
Outra questão pouco falada mas que se agrava cada vez mais são os povos dependentes de poços artesianos em regiões que não ocorrem rios e com o aumento progressivo da quantidade de sal na água tornando-a cada vez mais salobra. É verdade que muitos destes poços são abertos e recebendo água da chuva com alto teor de sulfatos, agrava o problema de potabilidade da mesma.
Na Índia os poços artesianos possuem grande teor de fluoretos provocando deformidades congênitas nas crianças, o que pode ocorrer com a contaminação por ferro, uma situação grave por um misto de pobreza e doença. Importante lembrar que em Beghladesh acontece um teor mais elevado de arsênico na água dos poços artesianos, sendo feita uma relação com tumor maligno de pele em crianças consequente a esta mórbida associação infelizmente junto com a pobreza.
A questão da água e sua problemática tem sido agravada com força devido ao desmatamento das nascentes provocando uma grave queda no volume dos rios e piora da seca em determinadas regiões. Tal problemática se agrava com as disputas políticas que tem acontecido sobre de quem é a posse destes mananciais. Estes questionamentos tornam-se um fator complicador em uma problemática já de teor bem explosivo. Com relação a uma disputa deste tipo engendrada na Índia, chegou-se a conclusão por lá, que o governos federais não tem propriedade da água corrente nos rios e nem de suas nascentes.
Os problemas ambientais e suas consequências maléficas decorrentes à ação humana, a medida que se agravam, trazem consigo outras questões que interferem em sua incidência no tempo e espaço. Trata-se de um capítulo ainda pouco explorado mas ao passo que se agudizam tornam-se mais evidentes; a isto chamamos de Justiça Ambiental, que se refere ao tratamento justo e  pleno dos vários grupos sociais, avaliando o acesso, ocupação, e uso dos recursos naturais nos respectivos territórios.

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