Refugiados e Migrantes

A convenção das Nações Unidas datada de 1951, define como refugiada toda pessoa que em razão de fundados temores de perseguição devido a raça, religião, nacionalidade, associação a grupos sociais ou de opinião política, encontra-se fora do país de origem e devido a tais temores, não pode ou quer retornar. Na verdade foram forçados a fugir por receio de perderem a vida ou a liberdade, geralmente quando abandonam suas pátrias, abandonam tudo, tendo como característica um futuro incerto.
Considera-se como migrantes, pessoas que participam do movimento de entrada ou saída, permanente ou temporária, visando busca de trabalho ou residência em uma região, estado, ou país. A historiadora  Maria Baganha da Universidade de Coimbra cuja especialidade se faz em migrações internacionais, diz que, diferente do que muitos pensam, não são os mais pobres da população que migram, afirmando que “A migração é altamente seletiva” e que  “As pessoas começam a pensar em migrar conforme melhoram de vida e vêem a possibilidade de ter uma vida ainda melhor em outro lugar”.
Há no mundo atual um grande fluxo de migrantes e refugiados; na tentativa de simplificar a questão diremos que dentro dos conceitos acima levantados, básicamente refugiado é ser forçado a partir e migrante é partir em busca de uma vida melhor.
O conflito no Norte da África com sua instabilidade política provocou uma fuga em massa, principalmente de tunisianos que falam francês e que aportaram a ilha italiana de Lampedusa, portanto Itália. Por sua vez, pela facilidade da língua preferem a França com total boa vontade italiana em mandá-los e má vontade francesa em recebê-los, desencadeando um conflito entre os dois países. Na verdade, já vinham em espiral de desentendimento por questões financeiras devido ao fato de patrimônios econômicos italianos como Parmalat, Edison e Generali estarem na mira dos franceses. Evidente que fica difícil enquadrar os africanos se realmente são refugiados ou se aproveitam a oportunidade política para emigrarem, causando um grave problema humanitário vivido principalmente pelos italianos.
Com todo o respeito aos especialistas, buscaremos entender que quem parte em busca de melhorias materiais de vida, migra, e quem se vê obrigado por força das circunstâncias a partir, refugia. Quando falamos ‘Por Força das Circunstâncias’ enquadramos aí desde os retirantes de intempéries climáticas como a seca nordestina, até aqueles moradores de favelas cariocas que são obrigados a partir, seja por ameaças das milícias em sua maioria formadas por elementos originários da área de segurança pública, ou mesmo, ameaças dos elementos representativos do crime organizado, vide narcotráfico. Nos casos exemplificados da terra de Cabral, não há a dúvidas sobre inexistência de  oportunismo.

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