O Dilema de Pascal

Pascal nos seus trinta e nove anos de vida desenvolveu grandes estudos, desde a matemática até a teologia. Procurou fazer  analogia, que posteriormente foi feita por Karl Jung, entre ciências exatas e misticismo, que no caso especifico de Pascal, chamaremos de “A  Aposta de Pascal”. Segundo este pensador, acreditar em Deus torna-se probabilisticamente mais seguro do que não crer em Deus; delimitando quatro probabilidades principais: 1) crer em Deus e acertar, isto é, ele existe e você crê na sua existência, o ganho é infinito (O destino é o céu), 2) crer em Deus e errar, isto é, ele não existe e você acredita na sua existência, não ganha e nem perde nada (fim da vida sem céu ou inferno), 3) não crer em Deus e acertar, isto é, ele não existe e você não acredita na sua existência, neste caso não perde e nem ganha nada (pois não há vida após a morte e novamente não ganha e nem perde nada), 4) não crer em Deus e errar, isto é, não acreditamos na sua existência e ele existe, a perda é infinita (a consequência é ir para o purgatório ou inferno).
Segundo a ‘Aposta de Pascal’, crer em Deus é mais seguro pois é impossivel perder, e ser ateu trata-se de uma péssima aposta pois não há nenhuma forma de ganhar. Esta aposta de Pascal tem sido observada por muitas religiões antigas para justificar a fé, porém deve ser considerado um Deus que castiga e premia os atos humanos na terra. Pascal morreu atormentado por este dilema e suas últimas palavras foram: “Puisse Dieu ne jamais m’abandonner” (Oxalá Deus nunca me abandone).
A Aposta de Pascal é bastante pertinente quando se trata de incerteza ou aquilo que não podemos provar mas também não podemos negar; diante da incerteza ou incapacidade de conclusão, o sistema jurídico nos ensina o famoso “na dúvida, pró réu”, isto é, se não temos a conclusão que pelo menos evitemos a injustiça de se condenar alguém inocentemente. No caso do Dilema de Pascal, acreditar em Deus sem a certeza de sua existência nos leva a apostar na existência do que se mostra incerto, dando-nos um conforto inesperado pela dúvida da própria existência.
A visão matemática em eventos humanos tal qual fizeram Pascal e posteriormente Karl Yung, mostra-se de grande valia e talvez muito próxima da verdade no que diz respeito a corrupção política, pois na aposta política nacional, ser corrupto é mais seguro pois é impossivel perder, tal qual não ser corrupto é impossivel ganhar.

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