Modernidades

Uma característica bem marcante do mundo moderno é a negociação de tratados entre nações, e com o passar dos tempos, observar o não cumprimento dos mesmos. Na verdade tem sido esta a maior constatação da UE, e talvez, seu maior dilema. Todo o esforço para se chegar a um acordo perde-se parcialmente na hora de sua implementação. Apesar deste porém, a luta por buscar uma situação acordada e que se faça prosperar, sempre tem sido a força mais importante a manter tal sistema em funcionamento. Quem sabe um dia chegam ou chegaremos lá.
O jornal belga La Tribune escreve a respeito: “Na guerra surda, mas implacável, de interesses entre a União Europeia e a Rússia pelo controle do transporte do gás da Ásia Central para a Europa, Moscou acaba de marcar mais um ponto contra Bruxelas”. A filial alemã da BASF deverá integrar o projeto do gasoduto South Stream concorrente ao projeto Nabuco apoiado pela UE, visando trazer o gás da Ásia Central sem passar pela Rússia. O projeto South Stream criado pela Gazprom (russa) conta com apoio italiano, parecendo tornar-se mais forte que o projeto Nabuco, tratando-se na verdade de uma guerra surda pelo controle da energia no futuro envolvendo russos e europeus.
Outra questão que deverá impactar com força a região é o projeto ‘Eurásia’, que se trata de um mega canal de 700 kms ligando o mar Cáspio ao mar Negro, permitindo ao Cazaquistão, Azerbaijão e Irã, tornarem-se potências marítimas realizando o sonho de Stalin com um canal aproximando a China da Europa. Segundo o diário romeno ‘România Libera’, o projeto “dará aos russos não apenas a chave para o acesso econômico e geoestratégico à Ásia”; por 25 bilhões de euros facilitará igualmente o acesso aos hidrocarbonetos do Cáspio e acompanhado por uma rede de autoestradas que ligará a Rússia à China”. O citado jornal calcula que “se conseguirem desviar por este canal 5% das mercadorias que viajam atualmente por mar entre a China e a Europa, os países envolvidos no tráfego podem receber quase 2,2 bilhões de euros por ano em impostos”. Duas questões pouco faladas mas de importante impacto na construção do futuro, e se concretizadas, realmente esboçará um futuro diferenciado para europeus.
A guerra dos tratados entre nações e países, ora ampliando, ora não cumprindo os mesmos, levam a questão prática da inércia ou dos conflitos de interesses. O caso mais evidente foi o próprio tratado da UE, cujo descumprimento por parte dos países mais pobres na questão do déficit, levou a uma situação que coloca em perigo o conjunto de países. Um exemplo a ser observado por todos principalmente nós latino americanos do sul.

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