Conseguir escala; Eis a Questão!

Os desastres servem para nos ensinarem lições do quão errados estamos ou que nossas soluções não se sustentam. O acidente com o poço submarino da BP no Golfo, nos conscientizou da dificuldade em se corrigir um acidente petrolífero no fundo do mar. Talvez mais grave seja corrigirem as consequências de um acidente nuclear como estamos assistindo atualmente no Japão; os danos ao meio ambiente são incalculáveis nos dois casos e pior no caso japonês.
Em consequência a tais danos, aflora em nossas mentes soluções e o que nos torna mais evidente chama-se energia alternativa, ou limpa, como se fosse uma mágica a ser implementada e só não acontece por má vontade de todos. O grande problema enfrentado até aqui para que se deslanche o chamado pacote alternativo em termos de energia, chama-se escala, isto é, como ganhar escala com megacidades e suas demandas gigantescas.
Alguns estudos nos levam a pensar, por exemplo, que energia eólica em zonas populacionais parece inútil; seus custos sobem fortemente quando falamos em armazenamento e busca de exesso de produção, isto se compararmos com energia nuclear; verdade inconveniente e dura se considerarmos a realidade atual. Um exemplo disto chama-se Inglaterra em que ocorre enorme desperdício de escassos recursos, ineficientes em relação ao aumento da demanda. Acrescenta-se a isto a  evidência de que em latitudes elevadas como a inglesa, a produção de energia renovável em pequena escala constitui-se em perda quase total. Temos ainda a considerar que nos grandes centros, onde se viabilizariam as torres de captação eólica, enfraquecem devido a turbulência dos edifícios que interferem no fluxo de ar desgastando o mecanismo.
O caso das mini usinas hidreléticas com menor impacto ambiental, mostrou que num pais como o País de Gales constituiu 1/5 de toda a energia consumida, mas se analizarmos em relação as grandes cidades diremos que não abasteceria Birmingham, por exemplo. O problema maior em relação à escala seria o caso das indústrias que consomem alta quantidade de energia como a têxtil, cerâmica, altos fornos de metalúrgicas e cimento e os famosos trens eletrificados; como conseguir escala renovável para estes casos e aonde colocarem os painéis captadores de energia ?
É verdade que o impacto ambiental de grandes hidrelétricas em relação a vida marinha e meio ambiente é tão grande como interferir no ciclo reprodutivo de espécies, mas temos que aceitar que o fator escala se interage com o dano. O uso do carvão sempre foi a base energética das civilizações, mas seu uso tal qual o do petróleo, começou a ser problemático quando houve uma demanda em escala geométrica por mais energia. Se aceitarmos que atualmente esta demanda parece fora de controle, principalmente considerando os danos sociais que sua contenção por decreto acarretaria.
Infelizmente para responder as fortes demandas energéticas, seu descontrole, tentando minimizar os graves custos sociais que atrelam um ao outro, a energia nuclear mesmo com seus danos e extremamente perigosa a todos infelizmente está no jogo. O uso dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão, ainda estarão na berlinda até que consigamos equilibrar o difícil jogo da demanda com escala e suas consequências sociais. Quem se habilita a dar soluções práticas e em linha com a realidade ? Que governo fecharia fábricas de cimento ou usinas a carvão, com graves consequências sociais?
Se uma solução simples como a economia de energia pública, os governos não conseguem pelo menos estabilizar sua demanda diminuindo o desperdício em transmissão e gasto desnessessário, o que dirá cortes com implicações sociais (?). Enquanto isso a natureza geme.

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