O Partido do Sexo

Aproveitando a crise mundial de identidade vem a calhar a criação na Austrália do partido do sexo, alegando que deveriam se mobilizar de forma partidária, pois o governo daquele país está tentando impor um filtro na internet visando coibir sites pornográficos e afins.
Todos os partidos partem de algum princípio ou ideológico religioso ou de qualquer outra ideia, com intuito de defender no parlamento, melhorias para a vida dos povos e acabam lá fazendo tudo menos o que se propuseram. Pelo menos neste caso todos o praticam ou praticaram, caso contrário, aqui não estariam. Se não praticam com o sexo oposto, praticam com o mesmo sexo, se não praticam nem com o sexo oposto e nem com o mesmo sexo, praticam consigo mesmo, e se não praticam, falam, se não falam, vêem, e se não vêem, pelo menos pensam.
Um partido que necessariamente não precisará colocar suas ideias em prática, porque todos espontaneamente o fazem ou fizeram, de forma pública ou oculta, mas todos fazem ou fizeram. Um exemplo interessante é que por mais recriminado que fosse, o ato sexual nunca foi contido por religião nenhuma. Recentemente o Vaticano promoveu um encontro de jovens europeus que ficaram acampados em seus jardins para escutar o Papa condenar o sexo e o uso da camisinha. Segundo o serviço de limpeza romano foram encontradas nas latas de lixo grande quantidade de preservativos usados, o que significa que praticaram sexo a noite e foram escutar sua santidade condená-lo e pedir para não usar camisinha; fizeram sexo, pediram perdão na missa e seguiram a vida.
Taí uma  ideia; criar partidos não mais baseados em religiões ou ideologias mas baseados nas necessidades instintivas humanas, como comer, dormir e etc. Pelo menos não haverá como mentir dispensando tal necessidade. Se chegamos aos sete bilhões significa que praticamos falamos e pensamos sexo, talvez de forma mais intensa que os outros instintos, pois nem a pobreza foi fator de limitação de sua atividade ou popularidade, e se democracia é popularidade, trata-se, sem dúvida, de um partido sintonizado ao gosto popular e com sucesso garantido.
O exercício político de uma nação em sua raiz, invoca a universalidade temática visando representar com máxima abrangência a vontade popular. Lógico que a tendência à especialização política talvez esteja dentro de uma metodização ou busca pela eficiência que é uma tendência moderna. Assistimos entre nós a formação do partido dos militares, dando ênfase as demandas deste segmento, mas também, muito pelo passado recente em que tiveram nas mãos todo o poder de uma nação, lógicamente perdido com a visão democrática imposta. Surge também o partido dos empresários com a tentativa de impor uma visão empresarial dentro do governo ou sua forma de obtenção dos resultados.
Devemos nos atentar ao fato de que estas especializações dentro da política, nada mais são do que a institucionalização da pressão política entre nós visando obter resultados; a isto chamamos de lobby. Deixa assim o lobby de ser uma atividade informal para tornar-se oficial, com representantes eleitos e somente votando projetos do seu interesse transformando em negociação política uma atividade velada, mas presente, que é a chantagem política.

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