A Pesca Pirata

A Fundação Justiça Ambiental denuncia que nas águas desprotegidas da África Ocidental, ocorre a exploração de mão de obra escrava com exploração da pesca visando atender o mercado europeu. Duncan Copelando acompanhou a perseguição de um arrastão sul coreano com forças navais de Serra Leoa, cujos barcos possuiam tripulação da China, Indonésia e Serra Leoa.
Além de possuírem número de licença para exportação para a Europa, demonstravam que tinham passado por rigorosas vistorias, sendo que muitos dos barcos tinham mais de quarenta anos. Apresentavam péssimas condições de higiene, e seus tripulantes, não recebiam pagamentos, e sim caixas de desperdícios de peixe, que por causa da espécie e tamanho, são rejeitados pelo mercado europeu, determinando sua venda localmente, obtendo assim a paga pelo serviço. Calcula-se que o volume do negócio da pesca pirata esteja na casa de 11 mil toneladas de peixe a custo estimado de 10 bilhões de dólares.
O fato é que condições de trabalho sub humanas que ocorrem no mundo Ocidental não é novidade para ninguém. A questão é que com o agravamento da concorrência, as condições de comércio se agravam através de mais barreiras sanitárias e comerciais visando dificultar o intercâmbio entre as nações, obrigando ou facilitando que se busque a escravidão e ilegalidade em lugares longíquos onde a lei não alcança. Temos que considerar a compra da fiscalização, obrigando os mais fracos a condições sub humanas de serviço, desproteção, e como acima, nos casos de reclamação os reclamantes são deixados em praias desertas pelos capitães. Após pescarem meses a fio o produto obtido passa a barcos legalizados, sendo reabastecidos de mantimentos e prosseguindo a jornada. O pescado obtido chega aos mercados europeus  de forma confortável.
Fruto da forte concorrência, vários setores produtivos estão em condições de semi escravidão, e no final da cadeia, assumem um aspecto legal indo parar em mercados de países ricos. Não se trata só da pesca, mas também o caso da extração das pedras preciosas, dos nossos canaviais, mesmo por aqui nos locais mais longínquos, estamos a mercê dos desmandos e exploração do homem mais fraco pelo homem mais forte.

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