A Natureza das Coisas

Um dos poemas mais notáveis de todos os tempos, chama-se ‘Sobre a Natureza das Coisas’ com o nome latim de  “De Rerum Natura” do poeta romano Tito Lucrécio, escrito no século I aC.
O detalhe deste poema é que alguns cientistas o citam como defensor aberto da existência dos átomos baseado nas ideias filosóficas de Demócrito, criticando a existência de Deuses e o medo da morte.
Com a evolução do poema, Tito faz uma descrição ampla da natureza sob um ângulo crítico, rejeitando superstições e dando um grau de atualidade a um poema tão antigo. O fato é que o poema evolui sobre o que podemos chamar de atenção ao ciclo da água, como os versos:  “Admíram-se que o mar não aumenta o volume / sempre com água tantos / e correr neles o rio / como fluindo em todos os lugares. ” Fala sobre a evaporação quando nos diz:  “Roubar o calor do sol é muito / porque vemos os seus raios ardentes seco / molhado em um instante a roupa.”
Prosseguindo, tenta compreender o vento e sua atividade levando a água do mar a terra, tentando explicar como se formam as nascentes dos rios através do fluxo das águas dos rios aos mares ou da evaporação, chuva e fontes naturais.
Está aí um exemplo sob forma de poema de observação da natureza feita a mais de dois mil anos, tentando entender seus mistérios, sentindo-a como os seres humanos devem fazer com respeito as próprias vidas, dando a elas um significado mais amplo, mais abrangente, a que todos indiscriminadamente temos o direito de fazer de forma individual e coletiva.
A lembrança do poema de Lucrécio mostra-se atual para nos despertar que não damos um passo atrás em nossa existência, que não estamos nos transformando em irracionais, que saberemos compreender a natureza e seu momento, dando a resposta necessária, humana, evitando o caos que se mostra ao longe, como possível, mas que todos com sabedoria e compreensão saberão evitar. 

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Uma resposta para A Natureza das Coisas

  1. Lolita Sala disse:

    os mares, os ceus, a terra, nao aumentam nem diminuem
    no entanto, quando o assunto é nossa vida cotidiana, nosso trabalho, nosso consumo, poupança, investimento, enfim, economia, embarcamos em uma alucinação coletiva – aliás são duas: escassez e crescimento.
    Crescimento é o vício invisível – veja isto

    “Hooked on Growth”
    why are we behaving irrationally?
    we’ve reached the limits to (*) growth, yet we continue in our addiction.
    * industrial growth

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