Mídia e Política

Nos primórdios da recém inaugurada era democrática brasileira, a rede de melhor audiência, poderíamos dizer que interferia diretamente nos resultados da política pois liderava a formação de opinião no país inclusive ditando costumes e tendências políticas. Poderíamos dizer que o marco divisório em que se viu obrigada a mudar de opinião, foi com a transmissão do comício pelas diretas já na Candelária no Rio de Janeiro.
De lá para cá muitas idas e vindas, pois a mais poderosa rede atualmente encontra vários concorrentes na área televisiva, diluindo um pouco sua influência junto a população. No que diz respeito a imprensa escrita através de seus colunistas, que antes tinham uma evidente influência como formadores de opinião, agora perdem um pouco de força, pois com o advento da internet houveram várias opções a todos, inclusive os amadores com seus blogs emitindo opiniões independentes, que na pior das hipóteses impede a colonização fácil do pensamento.
Nesta recente campanha, o chamado jornalismo engajado nitidamente favorável a um dos candidatos políticos, teve decerto influência menor sobre o eleitor pelos motivos acima explicados. A internet através de sua rede popular social, talvez tenha sido a grande responsável por parte dos vinte por cento que a candidata verde tenha conseguido, tirando parte dos votos dos dois candidatos majoritários.
Talvez esta tenha sido a grande novidade na recente campanha política, as redes sociais, ao que parece vieram para ficar não só modificando costumes no Brasil, e que já tinham demonstrado sua força na campanha do atual presidente americano e nos protestos no Iran.
Nossos irmãos argentinos infelizmente ainda não descobriram este detalhe pois sua presidenta tenta obrigar o fatiamento do grupo de mídia El Clarin, perdendo na justiça o parágrafo que obrigava a venda de parte destas empresas, provavelmente como forma de tentar enfraquecer sua influência. No Brasil esperamos evitar esta anacrônica discussão num futuro governo petista, radicalizando contra a imprensa tradicional como fizeram Cristina e Hugo na Argentina e Venezuela respectivamente.
Esperamos que todos tenham tomado consciência de que houve uma mudança no comportamento com o advento das redes sociais, colocando as mídias tradicionais de atores principais em coadjuvantes, mudando sua influência e importância. Devemos lutar pelo fortalecimento da liberdade entre nós, pois será bastante útil à sociedade como um todo.

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