Passado e Presente

Uma velha questão que por ser de origem religiosa, e nunca verdadeiramente discutida,mas que se encontra no imaginário humano, é a da reencarnação e ressurreição. Reencarnar seria o espírito retornar a vida sob forma de carne seguindo a lei de causa e efeito. Ressuscitar seria o mesmo ser renascer no juízo final para ser julgado pelos seus erros e acertos. Os dois conceitos são na verdade decorrentes de uma luta entre Ocidente e Oriente; diremos que o Oriente acredita na reencarnação e o Ocidente em ressurreição da carne.
Sabe-se por exemplo que João Batista aceitava a reencarnação pois praticava o batismo como forma de purificação do pecado original, isto é, o pecado que trazemos do passado, e portanto, teoricamente Jesus Cristo como discípulo de João Batista deveria acreditar na reencarnação. A ressurreição toma força com a adesão do Império Romano ao cristianismo, pois sendo os césares semi deuses ressuscitariam, e mas pela sua condição divina, não seriam por Cristo  julgado no juízo final.
Na verdade a transformação de matéria em energia dá-se nos seres vivos através da reprodução, gerando o novo ser com as características dos pais, isto é, dos antepassados. Portanto diremos que a energia nos seres vivos se materializa pelo ato reprodutivo com características paternas e maternas, seguindo as leis de ação e reação provavelmente de causa e efeito. Um fato que se não é verdade está próximo a ela, é quando se fala da volta ao passado ou ciclo de ir e vir ou o eterno retorno.
Sem agrupar questões filosóficas ou teológicas, o que não é o caso, temos que acreditar que somos matéria com características vivas, isto é, não seria absurdo achar que somos matéria e espírito que se forma consequente a reprodução. Vivemos na verdade a transformação e evolução, talvez de forma inconsciente, para seguirmos neste ir e vir com o passado formando o presente. Evidentemente sem determinar o futuro pois este se forma pelo conjunto quântico das várias possibilidades de transformação de energia em matéria.
Na verdade não temos a verdade, apenas suposições que formam crenças mas que nos permitem buscar a vida na sua essência, cabendo a cada um o esforço mental desta busca.

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Uma resposta para Passado e Presente

  1. João Batista disse:

    Esse assunto da reencarnação é dá sempre muita discussão e não sei de onde você tirou essa conclusão, mas acredito que ela poderia ser aprofundada considerando outros saberes e abordagens:
    1. Reencarnação é um termo forjado por Alan Kardec, ao criar a “filosofia espírita”, portanto ele não é bastante adequado para falar do passado, antes de Kardec;
    2. Os Orientais tem várias nuances dessa abordagem:
    2.1. – uns acreditam no Sansara (roda da existencia);
    2.2. – outros na existência perene, como as culturas que comem o corpo do parente, para que ele continue na vida da comunidade e possa ser acessado em rituais, portanto está vivo ali;
    2.3. – Os próprios Judeus, que são orientais, acreditavam que os justos continuariam existindo (num corpo novo) e poderia ser acessado como “mensageiros”. Sendo que em alguns casos essa pessoa poderia vir a existir entre os humanos, mas em geral dotado de super-poderes e com comunicação direta com Deus. Caso de milagres, transfigurações etc, seriam alternância entre um e outro estado;
    2.4. – A questão precisar colar a sequência de existência num corpo como o entendemos agora é influência da cultura grega que divinizava o corpo físico, sem o qual não há existencia e nele está a existencia. Tanto que, em guerra, os corpos jamais poderiam ser deixados abandonados…

    3. – Com o Espiritismo casa-se as três culturas: Gregas no sentido de o corpo ser necessário para a existência; Romana, isto é principalmente demonstrado pelo entendimento argumentativo e dispensa provas físicas; Judeu, no sentido de que essas existências se ligam a aperfeiçoamentos da consciência. Ou seja, é a Consciência que é eterna e fica nesse “movimento” de ir e voltar.

    Assim, nessa junção de três culturas e massificação do espiritismo temos todos os elementos: comunicação com os desencarnados (como alguns orientais); médios vêem os desencarnados, como nas transfigurações (judaismo); Os desencarnados não são anjos, nem profetas, mas dialogam com os médios (resquício Romano); eles voltam a existir como pessoa normal e aliás isto é igual para todos. Não havendo preferência pelos justos ou “escolhidos” e vivem no mundo físico mesmo, em geral, sem “consciencia” do passado (isto é possivel graças à (phisys e democracia grega).
    Abç João

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