Ricos e Pobres

O que pretendem os ricos ao se unirem aos pobres; enriquecê-los, explorá-los, escravizá-los, ou ajudá-los ? Esta resposta deve ser dada exatamente pelos ricos. A verdade é que na história do homem nunca houve uma relação equidistante ou igualitária entre assimétricos materialmente falando, isto é, nunca houve uma relação respeitosa entre ricos e pobres; sempre caiu na escravidão e exploração.
Isto é dito porque com a criação da União Europeia ou união entre economias assimétricas, com suas regras e leis, tudo equidistante, negociado e equilibrado. Parecia que pela primeira vez na história humana haveria uma união assimétrica equilibrada entre ricos e pobres.
O que se observou foi algo extremamente vantajoso para os mais pobres, que apesar da sua desindustrialização, inicialmente parecendo vantajoso aos mais ricos, forçou os menos abastados em consequência ao euro, a viverem um padrão de vida acima de sua real capacidade, isto é, de forma artificial. O que ninguém contava é que os mais pobres não cumpririam as regras acordadas, e mais a frente colocariam os mais ricos, França, Alemanha e os nórdicos numa cilada perigosa de se resolver. As exceções puxadas pelos ingleses, talvez por questões históricas, foram superadas inclusive pelos mais instáveis como os italianos, que até nossos dias possuem dificuldades em consolidar uma moderna república.
O fato é que a União Europeia pareceu aquela história do  milionário que é cercado de pobres e os adota tentando evitar o aumento da criminalidade. Parece que a União Europeia cai no velho dilema capitalista socialista e sua luta: acabar com os ricos é mais fácil do que enriquecer os pobres.
Por fim nos chega a notícia de que a velha Europa aplicará com dureza as regras acordadas com os pobres sobre os gastos públicos, com pesadas punições. A moral da história será a de sempre: os ricos devem viver como ricos e os pobres como pobres.
Por aqui na América do Sul devemos sim nos unir aos nossos irmãos vizinhos sem evidentemente cair na velha armadilha de tentar dominá-los, baseados nas assimetrias que nos dão nítida vantagem. Devemos olhar o exemplo do velho mundo em que os ricos se tornaram os grandes reféns dos mais pobres, levando a mais problemas do que soluções. Será extremamente vantajoso para os países sul americanos, se atrelarem a economia brasileira desrespeitando regras acordadas, como fizeram os europeus. Uma velha solução para um velho problema.

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