Deus e o Movimento

“A existência de Deus pode-se demonstrar no movimento. É inegável e consta pelo testemunho dos sentidos que no mundo há coisas que se movem. Ora, tudo o que se move é movido por outro, visto que nada se move sendo enquanto está em potência em relação aquilo para que se move. Ao contrário, mover requer estar em ato, porque mover não é outra coisa senão fazer passar de potência a ato, e isto só pode ser feito por aquele que está em ato, como o quente em ato, o fogo, por exemplo, faz com que a madeira que está quente em potência passe a estar quente em ato.
Por conseguinte, tudo o que se move é movido por outro. Mas se o que move é, por sua vez, também movido, é necessário que seja movido por outro, e este por um outro. Mas não se pode seguir indefinidamente, porque assim não haveria um primeiro motor e, por conseguinte, não haveria motor algum, pois os motores intermédios apenas movem em virtude do movimento que recebem do primeiro, do mesmo modo que um bastão só move alguma coisa pelo impulso recebido da mão. Portanto, é necessário chegar a um primeiro motor que não seja movido por nenhum outro, e este é o que todos entendem por Deus”.

S. Tomás de Aquino em ‘Suma Teológica’



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