A Etiópia e o Nilo

Segundo informações gerais o rio Nilo fornece 85% por cento da água consumida pela Etiópia, nascendo no lago etíope de T’ana, percorre o país  com o nome de Nilo azul e posteriormente se encontra no Sudão com o Nilo Branco,  desaguando no mar Mediterrâneo após percorrer seis países.
O Egito é o país que tem uma melhor relação com este rio, principalmente pela grande civilização erguida no seu entorno. Interessante é o fato que o Egito sempre se opôs que os países explorassem o rio de forma mais intensa, visando evitar o desgaste para eles, egípcios. O caso específico dos etíopes é interessante; a principal religião da Etiópia é de origem cristã Copta subordinada aos cristãos coptas egípcios, cujos os clérigos proibiam o uso do rio sob a ameaça de maldição divina. Em 1959 a religião Copta de origem etíope tornou-se independente da egípcia.
A pressão sobre a exploração de todo o potencial hídrico etíope sempre encontrou  resistência egípcia, argumentando que causaria danos ao Nilo e portanto aos egípcios.Todos sabem que na década de oitenta uma grande seca se abateu sobre a Etiópia causando um desastre humanitário, principalmente devido ao fato que a produção de alimentos etíope deveria ter por base a irrigação e sempre encontrando oposição por parte dos egípcios com o mesmo argumento, isto é, causar danos ao Nilo.
A Etiópia idealizou um projeto de uma barragem no rio Rekeze sendo esta a maior barragem da África, que além de fornecer energia elétrica e desenvolvimento ao país, do lago formado seria possível construírem canais de irrigação no intuito de produzir alimentos. Por pressão egípcia, alegando que sua construção diminuiria o fluxo de água do Nilo em até 40% e com prejuízos ao país, o Ocidente boicotou o financiamento pelo banco Mundial para sua construção, alegando possibilidade de conflito entre Etiópia e Egito.
Finalmente em dois mil e dois a Etiópia e a China assinaram um acordo para a construção da barragem, a custo de duzentos e vinte milhões de dólares e inaugurada em dois mil e nove. Esta obra causa grande tensão entre egípcios e etíopes, inclusive com ameaças de guerra sob o mesmo argumento, queda da vazão no Nilo, provocando um grande esforço diplomático no intuito de se resolver esta grave questão.
Este é um caso apenas, havendo exemplos no Oriente Médio e na própria África, que devido a forte pressão exercida no Ocidente pelos países que se dizem mais fortes, tentam submeter aqueles considerados mais fracos. Somente uma face do problema.

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